Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 27/10/2023
Na Grécia Antiga, as mulheres eram pribidas de participarem das práticas esportivas. Contudo, no cenário atual, apesar de constar nas leis o direito feminino de ter acesso ao esporte, a iserção feminina nesse âmbito ainda é escassa, tanto pelo machismo enraizado na população, quanto pela ineficácia estatal em ofertar tal direito.
Em primeiro plano, de acordo com Emile Durkheim, acredita-se que o meio social em que um indivíduo nasce determina sua vida e suas ações. Sob esse viés, infere-se que o contexto machista sob o qual as mulheres nasceram, fez com que houvesse uma distância entre a prática esportiva e o sexo feminino. Assim, a crença social de que há atividades destinadas ao homem e outras às mulheres, colocou o esporte em um local de inalcance para parcela da população. Pois, como é um cenário historicamente masculino, instaurou-se na cultura a ideia de que atletismo, futebol ou voleibol não são atividades para garotas.
Ademais, a falta de incentivo estatal para que essas meninas se interessem pelo esporte é um obstáculo. Segundo o escritor Gilberto Dimeinstein, em sua obra Cidadão de Papel, o Brasil possui inúmeras leis inclusivas, contudo, não há eficácia em executá-las. Nesse sentido, mesmo a Constituição de 1988 colocando como primordial a inserção das mulheres ao esporte, não há políticas públicas eficazes para tornar isso real. Pois, as escolas não possuem, muitas vezes, programas esportivos voltados para o público feminino ou materiais suficientes para que haja diversificação nas aulas de educação física.
Portanto, para que o problema seja resolvido, é necessário ação. ONGs em parceria com clubes privados, devem criar projetos sociais para as mulheres, por meio de moradores de comunidades, a fim de oferecer com esses projetos, a possibilidade de que essas garotas adentrem no mundo do esporte, ampliando sua cidadania. Ademais, paralelo a esses programas, devem também promover plaestras e minicursos com o intuito de amenizar o machismo da população e os ideiais de que há atividades designadas para os sexos biológicos.