Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 31/05/2025
De acordo com o filme ‘‘Eu, Tonya’’ (2017), a imagem da mulher no esporte é frequentemente julgada por padrões estéticos e comportamentais. De maneira análoga no Brasil a realidade é ainda mais contestadora visto que a sociedade do esporte femino é extremamente machista, além de ter pouca divulgação, representatividade e incentivo da parte da sociedade. Dessa forma essa situação deve si a inserção das mulheres no cenário esportivo ainda limitada por fatores como o machismo estrutural, a desvalorização midiática e a persistência de estereótipos sociais.
Em primeiro lugar, a inserção feminina no esporte é dificultada por construções sociais que associam determinadas modalidades ao universo masculino. Isso reforça estigmas que afastam meninas dessas práticas desde a infância, como analisado por Simone de Beauvoir, ao afirmar que “não se nasce mulher, torna-se mulher”. Além disso, a mídia contribui para esse cenário ao oferecer menor visibilidade às atletas, retratando-as, muitas vezes, de forma estereotipada. Tal desvalorização limita oportunidades profissionais e reforça a desigualdade de gênero no meio esportivo.
Inicialmente, é importante destacar que, historicamente, as mulheres foram excluídas das competições esportivas sob a justificativa de fragilidade física. Na Grécia Antiga, por exemplo, elas eram proibidas de participar dos Jogos Olímpicos, o que consolidou o esporte como um espaço predominantemente masculino.
Com o passar do tempo, embora tenham ocorrido avanços, a desigualdade persiste. A trajetória de Maria Lenk, primeira brasileira a competir em uma Olimpíada, ilustra as barreiras enfrentadas por mulheres que desafiaram padrões sociais para conquistar espaço no cenário esportivo.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que diminuam os obstáculos à inserção das mulheres no esporte. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação promover projetos escolares inclusivos, por meio de campanhas educativas e incentivo à participação feminina, a fim de que haja igualdade de gênero nas práticas esportivas. Somente assim, superar-se-á a construção social que limita a atuação feminina, conforme discutido por Simone de Beauvoir.