Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 30/05/2025

É fato que na Grécia Antiga, em 776 a.C, período em que os jogos olímpicos foram inventados, as mulheres já eram excluídas dessas práticas esportivas e a justificativa era que corpos femininos eram muito frágeis para tais atividades. Contudo, este é um cenário ainda comum no mundo atual, onde há uma grande falta de destaque para figuras femininas no mundo do esporte. Nesse sentido, essa problemática é agravada pelo machismo estrutural da sociedade e falta de incentivo governamental para tais práticas.

Dessa forma, no mundo atual, as mulheres e homens são moldados pelos efeitos da estrutura “patriarcado”, e isso se reflete nos esportes. De acordo com Serena Williams, “Tenho de aceitar ser testada duas vezes mais, ser criticada duas vezes mais. Isso é parte da minha vida." Essa conjuntura se revela uma realidade comum entre as atletas, a necessidade constante de provar sua competência em um ambiente que historicamente as subestima, uma vez que essas mulheres são constantemente expostas a desigualdade no tratamento e na remuneração em relação a jogadores homens. Isso ocasiona a manutenção de obstáculos à integração dessas profissionais no ambiente esportivo.

Além disso, a negligência governamental é um fator agravante no que tange o problema. Segundo a Lei Geral do Esporte, ela estabelece diretrizes para promover a participação igualitária e oportunidades para mulheres no esporte. No entanto, a inércia governamental direcionada à tais profissionais não cumpre com o previsto pela lei, visto que a falta de investimento em políticas públicas para melhor qualidade e estruturação das atividades esportivas femininas limita o acesso e a permanência das mulheres nas diversas modalidades. Isto contribui para um cenário cada vez desigual e excludente.

Portanto, é necessário que esta situação seja dissolvida. Para isso, o governo, órgão responsável por garantir a condição e existência de todos, deve prover apoio financeiro às profissionais e o incentivo a um espaço esportivo mais igualitário, por meio de investimentos em estruturas para as práticas esportivas e palestras educacionais nas escolas, a fim de sanar a dificuldade de integração das mulheres no meio esportivo.