Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 31/05/2025
Mulheres no jogo “dos homens”.
A maratonista ugandesa Rebecca Cheptegei morre após ter sido queimada por um homem apresentado como seu ex companheiro.
No dia 5 de setembro de 2024, ela teve 75% de seu corpo queimado por Dickson Ndiema, e isso aconteceu por conta de uma briga entre os dois. Corredora ugandense de cross country , longa distância e maratona e ex-campeã mundial de corrida de montanha, faleceu quatro dias após o acontecido por falência múltipla dos órgãos.
Diante disso, entendemos que é um caso de feminicídio, e no Brasil, como sendo um dos com maiores índices de homicídios femininos no mundo, isso acontece com bastante frequência, principalmente no esporte. Devido ao machismo, várias esportistas talentosas deixam de seguir suas carreiras por medo, tristeza e por se sentirem ruins no que fazem, mas isso não é verdade.
Uma importante reflecção sobre o assunto é por quê homens são mais idolatrados do que as mulheres neste quesito? Por que futebol feminino têm menos disponibilidade de trasmissão em TV do que o futebol masculinio? A indisponibilidade de campos e ferramentas de boa qualidade para o futebol feminino, tudo isso, vem de um único motivo, o preconceito ao esporte feminino.
Mulheres violentadas, assassinadas e insultadas, por serem quem são. O esteriótipo dado às mulheres de que elas são frágeis e delicadas, de que devem cuidar do trabalho doméstico não está restrito apenas no meio comum, mas também no meio esportivo. Muitos treinadores, colegas de profissão e até de arbritagem não respeitam as mulheres como deveriam.
Portanto, torna-se muito necessário que o assunto seja discutido no sentido de se criar políticas públicas que visem diminuir e até acabar com este obstáculo para a inserção das mulheres no meio esportivo.