Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 31/05/2025
As mulheres tiveram muita resistência para serem aceitas no mundo do esporte. No Brasil, elas sofreram com esse problema entre os anos de 1941 e 1979, onde foi proibida a prática do futebol feminino no país.
Através do Decreto-Lei no 3.199, que dizia que as mulheres não podiam praticar o futebol e nem se associar em clubes para tal, por acharem que o futebol não condizia aos ‘costumes’ das mulheres, alimentando o preconceito e ignorando o potencial das mulheres no esporte. Isso impediu que as mulheres praticassem o esporte mais popular do país, o que atrasou o crescimento do esporte e fez com que o sonho de viver somente do futebol fosse muito mais difícil.
De acordo com a socióloga Silvana Goellner, doutora em Estudos de Gênero e do Esporte e professora aposentada da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), afirma que a proibição marcante nas estruturas do futebol feminino até os dias de hoje. “Até hoje o atraso que a gente teve é um atraso em termos daquelas jogadoras que passaram a não ter acesso ao tempo de qualidade de treinamento, assim como um atraso pavoroso no tocante ao que seriam as meninas medalhistas futuras”, explicou ela. “Cerziram-se, a partir daí, a força dessas pequenas, habilidades, técnica, habilidades motrizes, a não poder brincar com a bola, a não poder tocar na bola, a não poder, em vez em quando, driblar. Então, 40 anos de diferença na formação é lamentável porque a mão de obra do futebol se reflete também na mão de obra de nossos clubes, de nossas seleções”.
Contudo, é necessário o Ministério do Esporte deve estabelecer programas específicos para fomentar o futebol feminino, incluindo incentivos financeiros para clubes e ligas, além da criação de projetos voltados para o treinamento e desenvolvimento técnico das atletas. Além disso, o governo deve aumentar sua presença na mídia, fazendo com que emissoras de TV e plataformas digitais adotem medidas como a transmissão regular de campeonatos femininos e campanhas de promoção das jogadoras. Pois, “sem visibilidade, o futebol feminino perde oportunidades de investimento e engajamento do público” Destaca -se a ex-atleta e pesquisadora Ana Moser.