Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 28/05/2025
A Constituição Federal, promulgada em 1988, prevê para todos os cidadãos o direito à igualdade e à prática esportiva. Entretanto, na prática, essa garantia é deturpada, visto que a dificuldade de inserção das mulheres no cenário esportivo ainda é uma realidade na sociedade nacional. Desse modo, tal cenário nefasto ocorre tanto pela negligência governamental, como também devido à falta de debate social sobre a questão.
Diante desse cenário, é fulcral pontuar que o problema deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam a desigualdade de gênero no esporte. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil devido à falta de atuação do Estado na promoção de políticas públicas que incentivem e deem suporte ao esporte feminino, consequentemente perpetuando a invisibilidade das atletas e a disparidade de investimentos. Logo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar que a falta de debate impulsiona a permanência da desigualdade de gênero no meio esportivo. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como a exclusão feminina no esporte seja resolvido, faz-se necessário debater sobre a importância da representatividade, da valorização e da equidade no ambiente esportivo. Assim, trazer à pauta a inserção das mulheres no esporte e debatê-la amplamente aumentaria a chance de transformação desse cenário.
Portanto, é fundamental combater os obstáculos à participação das mulheres no esporte. Para isso, o Ministério do Esporte deve investir em políticas públicas que garantam recursos e acesso igualitário, além de promover campanhas que estimulem o debate sobre igualdade de gênero. Assim, busca-se construir um cenário esportivo mais justo e inclusivo.