Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 30/05/2025

Nos últimos séculos, a luta pela inserção feminina em âmbitos que lhes foram negadas de forma preconceituosa e misógina têm crescido. Porém, quando falamos do universo esportivo, encontramos barreiras que ainda perpetuam e dificultam a retomada destes espaços. Dentre elas, as maiores, sem dúvidas, são as barreiras do preconceito e do machismo estrutural.

O esporte é, em sua essência, um espelho da sociedade. Quando falamos da participação feminina neste meio, é inevitável citar, por exemplo, o decreto de lei 3.199, que declara a proibição feminina no futebol. O decreto, assinado em 1941 pelo então presidente brasileiro Getúlio Vargas, se baseava na afirmativa que a prática deste esporte pelas mulheres seria “incompatível com suas condições de natureza”. Reforçando a estrutura machista em que se constituiu a sociedade na época em que, enquanto o futebol masculino ganhava seu tricampeonato, o feminino era proibido.

Nos dias de hoje, as atletas enfrentam também a barreira da falta de visibilidade e investimentos. “O salário impacta diretamente na condição que aquela atleta vai entrar em campo, na condição de vida que aquela pessoa vai dar para sua família, porque querendo ou não o futebol no Brasil é um elemento de crescimento social.” Diz Nathália Pessanha, pesquisadora da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Com base no apresentado anteriormente, cabe ao Estado brasileiro, através de incentivos financeiros, programas de incentivo ao esporte feminino, palestras contra o preconceito estrutural e leis que combatam o machismo no país, mitigar as barreiras e dificuldades de atletas, a fim de construir uma sociedade mais igual e democrática para as mesmas.