Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 31/05/2025

Apesar de tantas mudanças no mundo, ainda é difícil ver mulher ocupando espaço no esporte. Muitas vezes, elas são ignoradas, desvalorizadas ou até julgadas por estarem em um lugar que dizem “não ser pra elas”. Isso mostra como dois fatores atrapalham essa inclusão: o machismo que ainda vive forte na sociedade e a forma como a mídia trata o esporte feminino.

Por causa do machismo, muita gente cresce achando que esporte é coisa de homem. Desde criança, menina que joga bola é chamada de “moleca”, enquanto menino que faz balé é zoado. A filósofa Simone de Beauvoir dizia que “não se nasce mulher, torna-se mulher”, ou seja, a sociedade que decide o que a mulher pode ou não pode fazer. E, por muito tempo, disseram que ela não podia jogar, correr, lutar. Isso cria uma barreira que afasta várias meninas dos esportes logo cedo.

Além disso, a mídia não ajuda nada quando finge que o esporte feminino nem existe. Passa mil jogos de futebol masculino, mas quando tem campeonato feminino, mal divulgam. No filme Guerra dos Sexos, a tenista Billie Jean King enfrenta esse apagamento e mostra como é difícil ser levada a sério sendo mulher no esporte. A mídia tem poder, e quando ela não mostra, a sociedade não valoriza.

Pra mudar esse cenário, é preciso que a mídia apoie mais as atletas e que projetos esportivos incluam meninas desde cedo. Também é importante falar disso nas escolas, nas redes, em casa. Porque quando uma menina entra em campo, ela não joga só por ela: ela joga por todas. E cada conquista é um gol contra o preconceito.