Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 30/05/2025
Os esportes podem ser uma ferramenta muito útil quando o assunto é inclusão. Independente se for futebol ou vôlei, qualquer esporte em suma deve, ou pelo menos deveria, poder ser jogado por qualquer pessoa, independente de sua etnia ou gênero. Porém, mesmo vivendo em uma sociedade cada vez mais avançada, o jornal Ativo aponta que no esporte “as mulheres representam apenas 45%, sendo a minoria”, e isso pode ser resultado de uma sociedade repleta de preconceito e machismo.
Em primeira análise, podemos analisar que desde tempos antigos em nosso país, mulheres são desencorajadas ou até proibidas de buscarem uma carreira esportiva. De acordo com o SENADO em uma de suas matérias, isso ocorre “seja por preconceitos em relação a assuntos biológicos de natureza feminina como gravidez, ou por conta do patriarcalismo que sempre foi base da sociedade machista que estamos nos tornando”. Podemos ver um exemplo disso em nosso país em 1941 onde foi instituído um decreto que criou o extinto Conselho Nacional de Desportos, o qual proibia que as mulheres praticassem qualquer modalidade esportiva. Esse decreto, além de limitar o direito das mulheres em participar de atividades esportivas, também restringia o seu acesso ao espaço desportivo contribuindo para a desigualdade de gênero existente naquela época.
Além disso, a baixa participação feminina nos esportes também se deve à falta de apoio e visibilidade. Em muitos casos, há menos patrocínio, cobertura da mídia e incentivo escolar para meninas. Isso acaba desmotivando novas atletas e perpetuando a desigualdade. Um exemplo claro disso é o que aponta a pesquisa realizada pela Estácio, onde “A FIFA ofereceu US$ 400 milhões em prêmios para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia, enquanto a Copa do Mundo Feminina de 2019 na França ofereceu US$ 30 milhões", evidenciando a diferença de um para o outro.
Dessa forma, fica claro que o machismo estrutural ainda limita o acesso das mulheres ao esporte. Para reverter esse quadro, é essencial que o governo promova políticas inclusivas e que a sociedade valorize o protagonismo feminino nas modalidades esportivas. Só assim poderemos alcançar um ambiente verdadeiramente justo e igualitário.