Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 31/05/2025

O filme “Meninas Não Choram” da Netflix, lançado em 2024, retrata a vida de uma garota que sofre machismo dentro dos jogos escolares. Acerca disso, o mundo apresenta obstáculos para a inserção das mulheres no cenário esportivo como esses enfrentados pela personagem. Desse modo, a cobertura midiática desigual e o desincentivo são desafios para essa inclusão.

Em primeira análise, a transmissão focada nos jogos masculinos dificulta a integração das mulheres no esporte. O jornal mensal “Le Monde Diplomatique” expôs gráficos que ilustram os jogos masculinos tendo quase 100% de cobertura pelas grandes emissoras todos os anos, enquanto jogos femininos só passaram a ter mais da metade transmitida, principalmente por mídias alternativas, ficando nas categorias “outras nacionais” e “outros internacionais”. Assim, inserir mulheres no mundo esportivo vai além de permitir que elas pratiquem esportes, trata-se também de garantir que sejam reconhecidas da mesma forma que os homens. Por isso, é importante resolver esse problema indicado pelo jornal.

Em segunda análise, a desmotivação impede a participação feminina no esporte. No filme “A League Of Their Own” narra a criação da primeira liga feminina de baseball nos EUA, onde as atletas enfrentam um desestímulo da sociedade conservadora da época. No contexto atual, pode-se ouvir frases como: “Lugar de mulher é na cozinha e longe do mundo dos esportes”. Nesse sentido, falas parecidas vem de indivíduos que vêm as mulheres como inferiores e incapazes de encontrar um lugar dentro do mundo esportivo. Por fim, se mais pessoas tiverem essa mentalidade preconceituosa, as mulheres terão menos condições, como salário, espaços e propagandas, para se inserirem nessa área.

Portanto, são necessárias soluções para os problemas. A “Amazon Brasil” deve iniciar campanhas de denúncia ao machismo e conscientização sobre o talento das mulheres no esporte, através de propagandas comerciais nos meios de comunicação como celulares e rádios. Podendo até entrevistar jogadoras que já estão dentro do cenário esportivo, a fim de estimular e promover o reconhecimento devido as mulheres dentro do cenário esportivo. Com essas ações, a realidade de “Meninas Não Choram” ficará na ficção.