Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 29/05/2025
A participação feminina no esporte brasileiro, embora crescente, contrasta com um passado de exclusão legal, como o Decreto-Lei de 1941 que vetava mulheres em certas modalidades. Apesar dos avanços, a plena inserção feminina ainda enfrenta barreiras culturais, estruturais e sociais significativas, exigindo ações para garantir a equidade.
Persistem entraves culturais e estruturais. Estereótipos de gênero associam o esporte ao masculino, gerando preconceito (“vai fazer faxina”) e deslegitimando atletas. Soma-se a isso a falta de investimento, visibilidade midiática e estrutura adequada para modalidades femininas, desde a base, criando um ciclo de desvalorização que limita oportunidades, apesar do crescente interesse feminino apontado por pesquisas.
Adicionalmente, desafios sociais como machismo e assédio marcam o ambiente esportivo, ocorrendo em campos, redações e torcidas. Essa hostilidade, aliada à desvalorização das conquistas e à dificuldade de acesso a cargos técnicos, reforça a sub-representação. Mesmo ícones como Marta, hexacampeã pela FIFA, enfrentaram discriminação, evidenciando que o potencial feminino esbarra em barreiras que minam a permanência no esporte.
Portanto, superar tais obstáculos é crucial. Para isso, o Ministério do Esporte, junto ao Ministério da Educação e Confederações, deve implementar o programa “Meninas em Campo”. A ação focaria no incentivo ao esporte feminino na base, com investimento em infraestrutura escolar, criação de campeonatos exclusivos e capacitação de técnicas. Viabilizado por verbas federais, parcerias e campanhas de conscientização, o programa distribuiria materiais, ofereceria bolsas e criaria núcleos de treino com apoio psicossocial, visando aumentar a participação, combater estereótipos e pavimentar um caminho justo para a profissionalização, fortalecendo o esporte nacional.