Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 27/05/2025
A Constituição Federal de 1988 assegura os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra os obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo, verifica-se que esse preceito é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido ao machismo estrutural e estereótipos de gênero, mas também à falta de investimento e visibilidade midiática diante desse quadro alarmante.
Em primeiro plano, é importante ressaltar a permanência do machismo estrutural e dos estereótipos de gênero como obstáculos à inserção das mulheres no esporte. Sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado; entretanto, isso não ocorre na prática. Nesse sentido, devido à imposição histórica de papéis sociais que limitam as mulheres e funções consideradas frágeis ou domésticas, muitas atletas enfrentam preconceitos, desvalorização e até violência simbólica dentro do ambiente esportivo.
De outra parte, a falta de investimento e visibilidade midiática também pode ser apontada como promotora do problema. De acordo com dados do cotidiano, é comum que transmissões esportivas priorizem competições masculinas, enquanto modalidades femininas recebem pouco espaço. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a ausência de patrocínios e divulgação dificulta a profissionalização das atletas, além de limitar inspiração para novas gerações.
Urge, portanto, que haja atuação estatal e social para reverter esse cenário. Para isso, o Tribunal de Contas da União deve fiscalizar e direcionar investimentos ao esporte feminino, por meio de campanhas e incentivos que promovam visibilidade e igualdade, com o objetivo de garantir o acesso equitativo e a valorização das mulheres no esporte brasileiro.