Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 30/05/2025

A filósofa Simone de Beauvoir, em O Segundo Sexo, afirma que “não se nasce mulher, torna-se mulher”, destacando como os papéis sociais são construídos ao longo do tempo. No esporte, essas construções culturais têm historicamente limitado a presença feminina, criando barreiras que dificultam seu reconhecimento, apoio e participação equitativa em relação aos homens.

Um dos principais entraves é o machismo estrutural, que associa o esporte à virilidade masculina e desestimula meninas a praticarem certas modalidades. Como consequência, há menor incentivo, visibilidade e reconhecimento das atletas. Dados do Instituto Patrícia Galvão revelam que apenas 2% do tempo da mídia esportiva brasileira é destinado ao esporte feminino, o que contribui para o apagamento de referências femininas no setor.

Além disso, a desigualdade financeira é evidente. Atletas mulheres, mesmo quando premiadas, como a jogadora Marta, recebem salários e patrocínios muito inferiores aos dos homens. A ausência de mulheres em cargos de liderança em clubes e confederações também agrava o problema, limitando a criação de políticas inclusivas. De acordo com a ONU Mulheres, a equidade no esporte é fundamental para o desenvolvimento social.

Portanto, para superar tais obstáculos, o Ministério do Esporte deve implementar políticas que garantam investimentos mínimos no esporte feminino, além de promover campanhas educacionais nas escolas que incentivem a participação igualitária desde a infância. Com essas ações, será possível construir um ambiente esportivo mais justo e inclusivo.