Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 31/05/2025
As Olimpíadas nasceram na Grécia em 776 a.C., onde homens eram treinados para lutas e esportes, enquanto mulheres eram proibidas de assistir a jogos e apenas exerciam tarefas domésticas. Somente em 1900, elas puderam participar de competições, possilitando um leque de conquistas. No Brasil, por exemplo, pela primeira vez, em 2024, as brasileiras alcançaram um marco histórico: ganharam mais medalhas do que os homens. No total de 20, 12 foram femininas, 7 masculinas e uma para equipe mista de judô. Porém, essa não é uma realidade para muitas que sonham em ser atletas. Ainda existem obstáculos, como o machismo e as lacunas educacionais.
Percebe-se que, em pleno século XXI, as mulheres ainda são vítimas de comportamentos misóginos da sociedade, gerando desigualdade profissional e social. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), elas recebem 22% a menos do sálario dos homens também no esporte. Esse problema ocorre apesar das leis trabalhistas do país proibirem diferenciações salariais por gênero. Nesse prisma, constata-se que há omissão de órgãos fiscalizadores do governo e de confederações e entidades esportivas sobre essa desigualdade.
Ademais, é visível o preconceito contra o sexo feminino desde cedo, já nos primeiros anos escolares. É frequente meninos jogarem futebol e meninas brincarem de boneca e queimada ou aprenderem dança. Isso ocorre porque ainda atribui-se o rótulo de fragilidade às mulheres, diferente do que cantava a roqueira Rita Lee, que “sexo frágil, não foge à luta”. Os currículos de “educação física” carecem de mais opções destinadas a esse público e de incentivo a competições com equipes mistas, que promovem equidade de gêneros.
Em suma, os principais obstáculos enfrentados pelas mulheres no esporte estão relacionados à cultura sexista. Portanto, urge a necessidade quanto à resolução das barreiras mencionadas. Assim, é fulcral que o Estado, por meio de parceria com o Ministério da Educação e o Ministério do Esporte, crie políticas de incentivo, como bolsas e competições, e atualize currículos, a fim de valorizar a igualdade entre ambos os gêneros. Assim que essas medidas forem tomadas, o futuro promete ser promissor.