Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 30/05/2025
Os obstáculos para a inserção das mulheres no cenário esportivo não é uma divergência atual. Em Atenas, as mulheres eram privadas de participar ativa e passivamente dos Jogos Olímpicos da Antiguidade. Mulheres casadas, privadas da cidadania e, portanto, da vida pública e econômica, eram proibidas de assistir e participar dos Jogos Olímpicos, sob pena de morte. A elas, restava o direito de dedicarem-se à vida doméstica e serem mães de cidadãos gregos. Sob a perspectiva de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática têm a mesma importância. No entanto, torna -se evidente a falta de incentivo à prática esportiva entre meninas desde a infância e a persistência do machismo estrutural.
A cultura de não incentivar as mulheres aos esportes pode ser explicada inclusive pelo pouco acesso ao lazer devido às tarefas domésticas, que ocupam em média 20,5 horas semanais das mulheres. É tradicional dar a uma menina, ainda criança, bonecas e panelinhas de brinquedo, e inseri-las em aulas de ballet ao invés de presentea-las com bolas e aulas de ballet. Fazendo assim, meninas criarem o pensamentos de que não devem ter esse costume por ser algo masculino.
Além disso, a falta de incentivo as mulheres no âmbito esportivo é visível e contribui para o fortalescimento de tal tema abordado. As mulheres começaram a jogar futebol em 1986, enquanto homens estão nesse meio desde 1863, consolidando a ideia de que o esporte é uma “atividade masculina”, dando a eles mais vantagens em visibilidade e oportunidades nesse meio, fazendo a sociedade acreditar que o futebol feminino “não seja tão bom”, mesmo que nunca tenham assistido a uma partida.
Portanto, mediante ao problema para a inserção das mulheres no espore, é importante que o Ministério da Educação, juntamente com instituições esportivas, promova campanhas de incentivo à prática esportiva feminina nas escolas, desconstruindo estereótipos de gênero desde a infância. Além disso, é necessário que o Ministério do Esporte amplie os investimentos e visibilidade ao esporte feminino, promovendo igualdade de oportunidades e combatendo o machismo ainda presente. Assim, será possível construir um ambiente esportvo mais incluso.