Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 29/05/2025

Nas olimpíadas de 2024, a atleta Beatriz Souza conquistou ouro na modalidade judô e em entrevista no podcast Denilson Show revelou as discriminações vividas por mulheres no esporte, especialmente as negras. Dessa forma, na sociedade contemporânea o sexo feminino é visto como objeto sexual ou cuidadora do lar. Com efeito, há de se combater não somente os estigmas enraizados, mas também a omissão governamental.

Nesse sentido, no decorrer dos anos a figura feminina é imposta como inferior e submissa ao gênero masculino. Segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu, a malha social contribui para que pareça natural a ideia de que a mulher deve ocupar questões domésticas e seja incapaz de exercer funções masculinas. Diante disso, no contexto esportivo a nação brasileira faz julgamentos sobre elas, ofendendo, vulgarizando sua aparência e incapacitando-as. Essa lógica, consequentemente dificultando o enfrentamento de barreiras para conseguir o seu espaço no mundo dos esportes, em síntese é crucial combater as ideologias discriminatórias e promover equidade de gênero no esporte.

Ademais, a falta de incentivos governamentais amplia os obstáculos à participação feminina no esporte competitivo. Pesquisa do Senado Federal (órgão do Poder Legislativo) revela: “o futebol feminino ainda carece de infraestrutura e de melhores condições para a sua prática”. Assim, a ausência de investimento, a falta de profissionais capacitados e a escassez de espaços adequados limitam oportunidades e reforçam a desigualdade de gênero. Visto isso , é vital que o governo amplie o apoio às modalidades femininas.

Portanto, para enfrentar as discriminações e dar mais voz às mulheres no esporte, o Ministério do Esporte, responsável por formular e aplicar políticas públicas esportivas, deve adotar medidas que beneficiem as cidadãs civis. Entre elas, destaca-se a criação de programas que quebrem visões preconceituosas, por meio de agentes capacitados. Além disso, é papel do Ministério destinar verbas aos clubes, por meio de negociações. Tais ações promovem um ambiente mais justo e equilibrado, ampliando as conquistas femininas.