Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 30/05/2025
Para o filósofo inglês John Locke, o mais precioso de todos os bens é o poder sobre nós mesmos. Nesse sentido, o autor defende que a liberdade individual e a autonomia são fundamentais para a vida em sociedade. Essa concepção confronta diretamente os obstáculos enfrentados pelas mulheres no cenário esportivo, que representam um grave problema, pois evidenciam como a desigualdade de oportunidades e os pensamentos conservadores ferem o direito de cada indivíduo de exercer sua liberdade plena, inclusive no ambiente esportivo.
Sob essa ótica, dados da ONU Mulheres mostram que a desigualdade de gênero ainda é forte no esporte. Isso revela que muitas mulheres têm sua liberdade limitada, com menos acesso a treinamentos, competições e reconhecimento. Esse cenário ocorre por causa de uma estrutura machista que favorece os homens. Isso gera exclusão e desvalorização das atletas. Assim, garantir igualdade no esporte é essencial para que a liberdade seja de fato um direito de todos.
Além disso, Simone de Beauvoir aponta que a sociedade constrói papéis femininos ligados à fragilidade. Essa visão sustenta a ideia de que o esporte é “coisa de homem”, o que dificulta a participação feminina. Isso ocorre por estigmas e falta de apoio às mulheres no esporte. Como consequência, há menor presença feminina e menor valorização. Portanto, romper com esses estereótipos é necessário para tornar real a liberdade plena defendida por Locke.
Diante do Exposto, é fundamental que o Ministério da Cidadania, em parceria com a Secretaria Nacional de Esporte, atue para combater a desigualdade de gênero nas práticas esportivas. Isso deve ocorrer por meio da criação de campanhas educativas em mídias nacionais, que destaquem o protagonismo feminino nos esportes e incentivem a igualdade de oportunidades. Essas ações podem ser realizadas com apoio de atletas reconhecidas e influenciadoras digitais, ampliando o alcance da mensagem. Como efeito, haverá maior conscientização social e fortalecimento da representatividade feminina, promovendo uma sociedade mais justa e plural, conforme os ideais de autonomia defendidos por Locke.