Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 28/05/2025

Desde o princípio da prática olímpica, a participação feminina nesse meio não é tão expressiva quanto a masculina. Tal efeito pode se dar a partir de fatores como os estigmas estabelecidos pela sociedade em relação ao papel que a mulher desempenha além das condições desiguais às quais as mulheres são submetidas no meio esportivo.

Primeiramente, é notável a discriminação à participação das mulheres no esporte brasileiro. Como apontado por Simone de Beauvoir, a construção social do feminino limita o espaço da mulher em ambientes considerados “masculinos”, como esse. Isso é comprovado pela história - como com a proibição do futebol feminino no Brasil entre 1941 e 1979 - e perpetuado por uma cultura que deixa para segundo plano o desempenho das atletas.

Ademais, é relevante notar a fala da socióloga Silvana Goellner, referência nos estudos de gênero e esporte no Brasil, quando afirmou que “a estrutura esportiva foi construída sob valores masculinos e não considera as especificidades do corpo da mulher”. Isso pontua a desigualdade competitiva que gera comparações injustas sobre o esporte feminino, que funciona sob medidas pensadas para homens, perpetuando assim o preconceito que tende a desqualificar o rendimento dessas atletas.

Diante disso, é fundamental que as organizações esportivas promovam mudanças na modalidade, visando protagonizar as mulheres por meio de regras pensadas especificamente para elas. Assim, transforma-se o ambiente esportivo em um meio propício para o alto desempenho das profissionais. De igual modo, fica claro o papel das grandes mídias de mudar a visão popular da participação esportiva feminina, por meio de patrocínios e campanhas que retratem e enalteçam as atletas. Por conseguinte, é possibilitada a transformação desse contexto predominantemente masculino em um espaço acolhedor e justo para as atletas, impactando não só em suas carreiras, mas também inspirando muitas outras meninas brasileiras a se identificar e entender seu lugar livremente de estereótipos ultrapassados.