Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 30/05/2025
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação, cultura e lazer, e ao bem-estar social. Conquanto, a inserção das mulheres no cenário esportivo ainda seja limitada por barreiras históricas, culturais e estruturais, o que impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, tais desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Atualmente, mesmo com o destaque de atletas brasileiras em competições internacionais, a desigualdade persiste nas bases esportivas. Isso porque, nas escolas e clubes, ainda há pouco incentivo para a participação feminina em esportes considerados “masculinos”, como o futebol e as artes marciais. Segundo o IBGE, meninas praticam menos atividades físicas que meninos na adolescência. Tal contraste revela a permanência de estigmas de gênero no ambiente escolar.
Faz-se mister, ainda, salientar o descaso midiático e financeiro como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais e econômicas é marca da “modernidade líquida” do século XXI. Nesse sentido, a invisibilidade das mulheres no esporte, somada à falta de patrocínio e salários desiguais, prejudica sua permanência nas modalidades e impede o surgimento de novas gerações de atletas.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que construam um mundo mais justo. Dessa maneira, urge que o Ministério do Esporte, em parceria com o Ministério da Educação, promova campanhas escolares contra o preconceito esportivo e invista em torneios e transmissões femininas na mídia. Assim, o Brasil poderá superar a desigualdade de gênero no esporte.