Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 31/05/2025

Em 1921, a Confederação Brasileira de Desportos proibiu as mulheres de praticarem futebol, sob a justificativa de que o esporte não era compatível com a “natureza feminina”. Apesar de a proibição ter sido revogada décadas depois, os reflexos desse pensamento ainda são visíveis na atualidade. No Brasil, a participação das mulheres no cenário esportivo enfrenta desafios como o machismo estrutural e a desigualdade de oportunidades, que limitam o protagonismo feminino. Assim, é fundamental discutir os fatores que sustentam esse cenário excludente e propor ações que garantam a equidade no esporte.

Em primeiro lugar, é necessário compreender como o machismo influencia negativamente a inserção das mulheres nos esportes. A filósofa Simone de Beauvoir já afirmava que “ninguém nasce mulher: torna-se mulher”, destacando como os papéis sociais são construídos. Desde a infância, meninas são desencorajadas a praticar atividades esportivas ditas “masculinas”, o que contribui para a perpetuação de estereótipos de gênero e a ausência feminina em modalidades com maior visibilidade e prestígio.

Além disso, a desigualdade na distribuição de recursos e reconhecimento é um dos principais entraves. Dados do IBGE revelam que mulheres atletas recebem menos patrocínio, têm menor tempo de exibição na mídia e enfrentam maiores dificuldades para profissionalização. Essa disparidade compromete o desenvolvimento de suas carreiras e reforça a ideia equivocada de que o esporte de alto nível é um espaço predominantemente masculino.