Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo

Enviada em 28/05/2025

A participação das mulheres no cenário esportivo enfrenta diversos desafios, principalmente em relação à desigualdade de gênero e à falta de incentivo, sobretudo na infância e adolescência. A frase de Mary Wollstonecraft, pioneira do feminismo “eu não desejo que as mulheres tenham poder sobre os homens, mas sobre si mesmas” ,destaca que as mulheres devem ter plena e total participação em todos os campos da sociedade, incluindo o esportivo.

Primeiramente, é notável a desigualdade de gênero no ambiente esportivo entre homens e mulheres. Como exemplo, nas Olimpíadas de Paris, no ano de 2024, embora 49% dos atletas fossem mulheres, houve desigualdade em diversas modalidades. Um exemplo marcante foi a luta livre, que contou com 18 categorias, sendo 12 para homens e apenas 6 para mulheres. Portanto, a desigualdade de gênero é uma barreira concreta que dificulta a inserção das mulheres no cenário esportivo.

Outrossim, a falta de incentivo também se mostra como uma barreira. Desde a infância e juventude, poucas meninas são incentivadas a trilhar seus caminhos no esporte, devido ao preconceito estruturado na sociedade sobre o papel feminino. Isso também se reflete nos dados de 2022 sobre o programa Bolsa Atleta, um benefício disponibilizado aos atletas: nesse ano, apenas 44,2% das bolsas foram destinadas ao público feminino, ou seja, menos da metade dos incentivos beneficiaram mulheres.

Assim sendo, cabe ao Ministério do Esporte criar programas de incentivo à prática esportiva, com uma rede de apoio para meninas, principalmente em comunidades carentes nos estados brasileiros. Também é necessário revisar o programa Bolsa Atleta, a fim de garantir uma distribuição mais igualitária entre os gêneros. Além disso, o Governo Federal, em conjunto com os ministérios do Esporte e da Educação, deve implementar projetos sociais que promovam a participação feminina nos esportes e evidenciem seus benefícios. Tais projetos podem ser aplicados em escolas públicas e privadas de todo o país. Por fim, as mídias sociais devem intensificar a divulgação de histórias de mulheres que transformaram suas vidas por meio do esporte, tornando-se inspiração para outras.