Obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo
Enviada em 31/05/2025
Marco jurídico que estabeleceu os direitos fundamentais no Brasil, a Constituição Federal de 1988 representa mais do que um conjunto de normas: simboliza a pro-messa de uma sociedade justa, igualitária e solidária. Contudo, os obstáculos para inserção das mulheres no cenário esportivo escancara a distância entre o que está previsto na Carta Magna - que garante igualdade a todos perante a lei - e o que se efetiva na realidade. Nesse sentido, é necessário refletir sobre as principais causas desse impasse: O descaso estatal e a discriminação.
Inicialmente, é válido ressaltar que a negligência governamental agrava essa pro-blemática. Acerca disso, segundo o filósofo John Locke, caracteriza-se uma quebra do Contrato Social, uma vez que o Estado não cumpre com o dever de garantir que todos tenham acesso aos seus direitos. Sob esse viés, a ideia do pensador pode ser constatada no cenário atual, visto que muitas mulheres enfrentam diversos desa-fios na introdução ao meio esportivo devido à omissão do governo. Dessa forma, o esporte deixa de cumprir seu papel inclusivo e se torna um privilégio restrito a uma parcela favorecida da população.
Além disso, é necessário entender como a estigmatização também reforça os obs-táculos para inserção das mulheres no cenário esportivo. Sobre isso, conforme o fi-lósofo e educador brasileiro Paulo Freire, qualquer forma de discriminação é imoral e deve ser combatida por toda a sociedade. No entanto, uma quantia significativa de pessoas por todo o mundo ainda mantém concepções equivocadas sobre o as-sunto, como a ideia de que certos esportes são exclusivos para homens, o que des-valoriza a participação feminina. Dessa forma, é fundamental reformular essas per-cepções para garantir maior equidade no esportivo.
Em suma, são essenciais medidas para a inserção feminina nas atividades espor-tivas. Para isso, compete ao Ministério do Esporte, juntamente ao Ministério da educação, desenvolver e implementar políticas públicas que promovam a igualdade de gênero no esporte, por meio de programas educacionais e campanhas de conscientização nas escolas e comunidades. Essa ação pode ser viabilizada com verbas federais e parcerias com clubes e ONGs, garantindo maior acesso e equidade no meio esportivo.