Ocupação das escolas de São Paulo: a educação é para todos?

Enviada em 05/09/2022

A Constituição federal de 1988 determina, em seu 6° artigo, a educação como um direito social. No entanto, esses direitos, que deveriam ser cumpridos, ficam somente na teoria. Nesse prisma, destacam-se como causa e consequência a desigualdade social e a criminalidade.

Nesse viés, é notório que a desigualdade social é uma das causas da dificuldade de acesso à educação em São Paulo. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo Pierre Bourdieu, a escola é um espaço que evidencia a desigualdade devido a sua inflexibilidade. Dessa forma, os professores não se adequam aos diferentes contextos sociais, ao ensinar indivíduos de variadas condições e que vivenciaram diferentes culturas, logo, é ineficaz ensinar história para uma pessoa de classe alta - que teve acesso a diversas culturas - da mesma forma que para outra que não teve as mesmas oportunidades.

Além disso, pode-se destacar a criminalidade como uma das consequências do impasse. Sob esse contexto, segundo o filósofo Pitágoras, é preciso educar as crianças para não punir os homens. Dessa maneira, por não se sentirem pertencentes ao ambiente escolar, os alunos têm seu desempenho reduzido, o que desestimula eles e resulta no abandono escolar. Ademais, sem o ensino básico completo o indivíduo não tem acesso ao mercado de trabalho, com isso, o crime se torna uma opção.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham proporcionar a educação para todos em São Paulo. Consoante a isso, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com as escolas e professores, criarem planos de estudos mais inclusivos, por meio de diferentes tipos de abordagens como gincanas e dinâmicas, aceitando as sugestões dos alunos. Nesse sentido, a ação será realizada a fim de fazer com que todos os alunos se sintam acolhidos e pertencentes ao ambiente escolar. Somente assim, o direito à educação será exercido por todos.