Organismos transgênicos em questão no Brasil
Enviada em 21/04/2021
Compreendidos como produtos geneticamente modificados, os quais surgiram com o objetivo de melhorar a produção de alimentos, os organismos transgênicos estão presentes, na atualidade, em diversas nações do globo, bem como no Brasil. De acordo com o portal de notícias “G1”, o país brasileiro é o segundo maior fabricante mundial de comestíveis alterados geneticamente. Entretanto, apesar de os itens transgênicos contribuírem para o beneficiamento nutritivo das comidas e auxiliarem os trabalhos biomédicos, esses organismos com variação genética provocam também problemas à saúde e perda de biodiversidade. Assim, tendo em vista os malefícios dos produtos geneticamente modificados, sobretudo ao bem-estar dos indivíduos, cabe ao governo brasileiro investir em medidas que reduzam esses efeitos negativos.
Nesse contexto, o desenvolvimento de uma maior quantidade de alimentos, sendo estes mais nutritivos, destaca-se como benefício ao uso dos transgênicos. Isso se deve, especialmente, à Engenharia Genética, a qual possibilita aos humanos escolherem genes favoráveis à obtenção de comidas mais substanciais e mais resistentes a certos tipos de pragas, como fungos e bactérias, que, eventualmente, destroem plantações. Além disso, houve com o surgimento da transgenia vantagens à medicina, visto que, por meio dessa técnica, foi possível criar vacinas e aprimorar tratamentos de determinadas doenças. A título de exemplo, tem-se a insulina produzida por associação de materiais genéticos humano e bacteriano, que agregou eficiência à terapêutica de indivíduos diabéticos.
Entretanto, o uso irrefletido de organismos geneticamente modificados pode acarretar consequências graves. Dentre os malefícios, estão as disfunções de saúde, como reações alérgicas, posto que os transgênicos são formados, em geral, por uma série de genes de diferentes espécies. Ademais, outro prejuízo trazido é a perda da biodiversidade, já que plantas que não sofreram modificação genética podem ser eliminadas pelo processo de seleção natural, pois, as transgênicas possuem maior resistência às pragas e aos pesticidas. Nessa conjuntura, vale destacar o filósofo Hans Jonas, o qual em sua tese “princípio responsabilidade”, considera que para uma ação ser ética é necessário pensar nos desdobramentos imediatos e a longo prazo, individuais e coletivos. Desse modo, percebe-se que, além de as consequências serem graves, elas antiéticas.
Portanto, objetivando reduzir os prejuízos socioambientais com o uso dos transgênicos, cabe ao governo federal fiscalizar a utilização desses organismos. Isso deve ser feito por meio de parceria com órgãos competentes de estados e de munícipios, destinando verbas a eles, para que assim, possam supervisionar plantações, a fim de que estas não extrapolem aplicação saudável da transgenia.