Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 22/09/2019

Desde a década de 70, nas histórias em quadrinhos americanas, humanos se submetem a procedimentos de modificação genética para ganhar super-poderes, sendo chamados de meta-humanos. Porém, alguns deles agem para o bem e outros para o mal da população. Seguindo o mesmo conceito, os Organismos Geneticamente Modificados (OGM), na questão da produção de alimentos, trazem males com a produção agressiva e em larga escala, e benefícios, tomando a forma de uma importante arma na luta contra a fome e a desnutrição no Brasil.

Atualmente, o Brasil é um dos grandes produtores de transgênicos do mundo, promovendo pesquisas e manipulações de DNA em grãos, aumentando seu grau nutritivo e diminuindo as dificuldades do plantio. Entretanto, várias organizações se posicionam contra o cultivo de grãos modificados geneticamente em larga escala, por muitas vezes prejudicar o solo ou necessitar de uma grande área para a plantação. Por sua vez, esses movimentos acabam se esquivando do fato da existência de uma alta demanda por alimento pelo povo brasileiro, que sem a produção transgênica, nem de longe seria atendida.

Evidentemente, o Brasil continua no combate à fome, porém, com o aumento exponencial da população nas últimas décadas, a parcela social que possui necessidades alimentares não para de crescer. Logo, estudos para amplificar o valor nutritivo dos alimentos mais consumidos pela população também cresceram em número e em qualidade. Assim, a produção de alimentos transgênicos tornou-se  necessário devido a sua extrema importância. Esses alimentos modificados, sendo vendidos a um preço acessível, possuem potencial para fornecer a nutrição adequada para a população.

Em síntese, os benefícios do consumo de transgênicos no Brasil, sobrepõem-se aos malefícios. Entretanto, existem pontos que podem ser estudados e debatidos para que o uso e produção dos OGM não continue sendo um tabu. Faz-se necessário uma regulamentação mais precisa e fiscalizações mais frequentes em fábricas, plantações e em laboratórios de engenharia genética, junto à divulgações desses dados publicamente. Essas ações, devem ser promovidas pelo Ministério da Agricultura, que também deve incentivar pesquisas científicas na área de manipulação genética alimentar. Deste modo, promovendo avanços no combate de problemas alimentares, não só para os brasileiros, mas para toda a população mundial.