Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 27/10/2019

Com o advento da Revolução Verde e os avanços tecnológicos gerados por ela, a engenharia genética apresenta à indústria agrícola os alimentos geneticamente modificados. De forma análoga, o referido assunto serve como matriz para a discussão a respeito dos organismos transgênicos em questão no Brasil, cultivados mediante danos ao meio ambiente. Indubitavelmente, percebe-se interesses capitalistas de multinacionais, ligados à indústria de transgênicos, em detrimento da homeostase ambiental. Soma-se ao supracitado, os danos ambientais gerados, bem como riscos futuros relacionados à saúde do consumidor.

Em primeiro plano, é importante perceber que os danos ambientais gerados, ligados à hegemonia de multinacionais, anulam os benefícios gerados pelos organismos transgênicos. Explicita-se, desse modo, que o mercado agrícola intensificaria o processo de monocultura de transgênicos como a soja devido a praticidade, danificando a composição dos solos tendo em vista a demanda da planta por determinado nutriente que não será reintegrado á terra. Tal raciocínio é comprovado por dados do Instituto de Defesa do Consumidor, que expõe que cerca de 89% da soja brasileira é transgênica, extinguindo, dessa forma, a agricultura orgânica, saudável à homeostase ambiental.

Concomitantemente, percebe que os riscos à saúde humana, adstritos à hegemonia de empresas multinacionais, alicerça argumentos contra os organismos geneticamente modificados. Nitidamente, a modificação genética gerada nos alimentos pode contribuir para a seleção natural de organismos resistentes que, ao serem ingeridos junto à comida, serão dificilmente combatidos por medicamentos atuais. Tal realidade é abordada pelo documento “Food Revolution”, de Scott Hamilton, ao exibir um mundo oportuno e que negligência a saúde humana quando o assunto é capital.

Destarte, nota-se os impasses gerados por organismos transgênicos tão vigentes na agricultura brasileira. Mormente, cabe ao Governo Federal, junto ao Ministério do Meio Ambiente, a criação de um Plano Nacional de Combate aos Transgênicos. O plano deve enviar ao Congresso um projeto de lei que vise a implementação da agricultura orgânica em detrimento dos transgênicos, livre de agrotóxicos e pesticidas, tendo em vista o aumento da qualidade da saúde humana e a promoção da sustentabilidade ambiental. Ainda, o plano deverá influenciar o cultivo da policultura no mercado agrícola, visando a reposição dos nutrientes no solo, também pertencente às gerações futuras. Por conseguinte, o ambiente representará veridicamente o verde estampado na bandeira nacional do Brasil.