Organismos transgênicos em questão no Brasil
Enviada em 20/05/2020
De acordo com Carl Sang, a geração atual tem que escolher o que mais valoriza: os lucros de curto prazo ou a habitabilidade de longo prazo em seu lar planetário. Com isso, evidencia-se o embate existente entre as atividade econômicas e a sustentabilidade ambiental que pode ser observado na questão dos organismos transgênicos no Brasil. Nesse contexto, em que se ressalta o apreço pela produtividade e o descaso com o meio ambiente, é necessário pensar em soluções.
A priori, em caso de ameaça a danos graves ou irreversíveis, o Princípio da Precaução visa proteger a vida, impedindo a utilização de métodos eficazes e economicamente viáveis que não possuem absoluta certeza científica. Contudo, o Brasil é o segundo maior produtor mundial de transgênicos. Isso porque apesar de existirem estudos que comprovem problemas de saúde ocasionados por uma dieta baseada em organismos geneticamente modificados (OGM) - como o publicado pela revista Environmental Sciences Europe (Ciências Ambientais da Europa) -, tais acabam sendo indevidamente interpretados de modo a beneficiar a contínua e ampla produção de sementes transgênicas.
Além disso, o problema não se encerra em si. Os grandes latifundiários produzem monoculturas, muitas vezes, ligadas às sementes transgênicas para abastecer o capital externo - a cada dez produtos que o Brasil exporta, sete estão ligados ao agronegócio. Desse modo, além do empobrecimento do solo já observado em monoculturas, é importante destacar que não há conhecimento aprofundado em todos os possíveis riscos gerados ao meio ambiente por OGM, mas incluem a perda da biodiversidade, a contaminação genética e o estímulo ao surgimento de doenças e pragas resistentes. Por isso, propor soluções se torna imprescindível.
Portanto, com o intuito de promover o conhecimento e zelar pela segurança ambiental e pela vida humana, é de suma importância que o Ministério da Agricultura proíba gradualmente a comercialização de organismos geneticamente modificados por meio de políticas de rigorosa fiscalização e, em parceria com o Ministério de Ciências, Tecnologias, Inovações e Comunicações, incentive o desenvolvimento científico e tecnológico. Isso poderia ser feito por meio de investimentos em pesquisas aprofundadas nos riscos provocados por essa espécime e em formas de possivelmente corrigi-los. Só assim uma questão tão complexa poderá ser solucionada.