Organismos transgênicos em questão no Brasil
Enviada em 25/05/2020
A engenharia genética teve seus resultados, e um deles foram os transgênicos: alimentos geneticamente modificados, que visam uma melhor produtividade e que prometem até mesmo alguns benefícios, porém, nem tudo é cem porcento confiável, e por isso que, como qualquer outra invenção do ser humano, há seus males e benefícios e também quem o defende e quem diz que seu uso deve ser restringido.
A princípio, os transgênicos foram uma busca por alimentos que sejam melhorados, capazes de sobreviver a grandes estiagens e predadores. E eles realmente conseguem esse feito: há alguns anos já é plantado vários tipos de alimentos que tiveram genes considerados ‘‘indesejados’’ retirados e novos implantados, como, por exemplo, genes que os capacitam poder fornecer maior quantidade de vitaminas, sendo um grande benefício para a população.
Por outro lado, estudos recentes comprovam que esses alimentos estão se tornando tão pouco vulneráveis, que seus genes estão cruzando com espécies como a erva daninha, a tornando resistente a pesticidas, isso até mesmo já é problema em algumas regiões do mundo e demonstra que, se não manuseado com cuidado, os transgênicos podem modificar os genes de espécies próximas, causando efeitos muitas vezes problemáticos. Além disso, há outro problema nesses alimentos: eles são altamente caros, isso significa que, seu acesso é limitado para grandes produtores, que ficam em vantagem em relação a produtores de menor renda. E isso, se torna um problema quando observamos as vantagens que o uso de sementes transgênicas tem sobre as não modificadas, como o maior lucro na produção.
Logo, os transgênicos não são capazes de acabar com a fome mundial, dado que ela não acontece pelo nível da qualidade do alimento, mas sim pela má distribuição do mesmo. É também preciso pensar que seus efeitos para a saúde ainda são desconhecidos em longo prazo, mesmo que em curto prazo não apresente nenhum efeito, é preciso que órgãos de fiscalização de alimentos, tornem obrigatório o uso de avisos em produtos que apresentem alimentos geneticamente modificados em sua composição, e também de que sejam mais fiscalizados as plantações que façam uso dessa tecnologia de forma que os prejuízos a meio ambiente sejam medidos e evitados antes que seja tarde demais. Não é questão de fazer uso ou não, é questão de ter sobre controle os benefícios e os malefícios do mesmo.