Organismos transgênicos em questão no Brasil
Enviada em 19/05/2020
No livro “Frankestein”, um cientista extrapola as barreiras impostas pela natureza ao criar um ser humano feito com partes de cadáveres. Porém, o que ele não previu foi que esse ser se tornaria um monstro. Apesar de se tratar de uma ficção, o livro sugere que certos aspectos da natureza não deveriam ser transpostos pelo ser humano. Contudo, atualmente, os pesquisadores chegaram ao ponto de conseguirem modificar o material genético de plantas utilizadas na agricultura. Semelhante ao ocorrido na ficção, essa nova técnica pode causar impactos inesperados pelos cientistas que a criaram. Por isso, o Brasil, país líder no cultivo de transgênicos, deveria ter uma legislação mais rígida sobre o assunto.
A priori, é importante salientar que ainda não há estudos sérios que comprovem que os organismos transgênicos são seguros. Segundo a teoria “Neodarwinista” sobre a evolução, a mudança nos genes das espécies ocorre devido à seleção natural ao longo de milhões de anos. Sendo assim, é difícil conceber que a interferência humana, em um processo que demora tantos anos para ocorrer naturalmente, seja isento de efeitos colaterais danosos . Dentre eles, pode-se destacar que o consumo de alimentos transgênicos pode ser prejudicial à saúde das pessoas a longo prazo. Ademais, esses organismos têm o potencial de desequilibrarem o ecossistema dos locais onde forem cultivados, por competirem com as espécies nativas, o que leva à perda da biodiversidade.
No entanto, apesar do risco que esses organismos trazem, como em “Frankestein” , o que se observa no Brasil é uma legislação que não corresponde ao problema, pois só exige que os fabricantes mostrem se utilizaram transgênicos na fabricação dos alimentos. Nesse sentido, os produtores brasileiros aproveitam-se dessa lacuna na lei para plantarem esses organismos da maneira que bem entendem, mesmo sabendo das possíveis implicações negativas relacionadas a esses seres. Logo, a legislação brasileira atual não basta no que diz respeito aos transgênicos, dada a dimensão do problema.
Portanto, tendo em vista os perigos que os organismos geneticamente modificados trazem à natureza e aos próprios indivíduos , é vital que o Governo Federal restrinja o plantio de transgênicos até que haja plena comprovação de sua segurança. Essas restrições podem ocorrer por meio de uma limitação na área de cultivo de transgênicos, bem como pelo investimento em pesquisas que elucidem o quão perigoso é manipular os genes de uma espécie. Desse modo, a população brasileira e a natureza do país ficarão protegidas desses monstros da realidade.