Organismos transgênicos em questão no Brasil
Enviada em 26/05/2020
A teoria Malthusiana acreditava que o crescimento populacional iria superar a taxa de produção de alimento, pois essa crescia em progressão aritmética e aquela em geométrica. No entanto, a modernidade trouxe para os campos uma nova forma de produzir, a qual permite maior colheita. Dentre as mudanças no cultivo a plantação de sementes transgênicas traz para o Brasil diversos questionamentos que vão desde os problemas ambientais gerados até os ricos à saúde de quem consome a longo prazo uma comida geneticamente alterada.
A princípio, pode-se notar danos ambientais causados pela modificação genética. Por esse ponto de vista, percebe-se que a revolução verde, devido sua nova forma de cultivar, trouxe vantagens ao selecionar um conjunto de genes mais resistentes que beneficia o crescimento acelerado. Entretanto, a modificação do DNA da semente acaba por restringir a diversidade das características, o que acaba limitar a variabilidade genética do organismo e do espaço. Consequentemente, a extinção de certas espécies menos resistentes a um tipo de praga, por exemplo, permite o desaparecimento de espécies nativas da região, o que evidencia um retrocesso biotecnológico. Assim, fica nítido a necessidade de estudos sobre o uso da transgenia de forma ampla nos campos agrícolas.
Além disso, cabe ressaltar que pouco se sabe a respeito dos efeitos da ingestão irrestrita de alimentos transgênicos. Em relação a isso, o Brasil é um dos maiores produtores e consumidor de soja modificada do mundo, o que elucida a dependência brasileira desse tipo de refeição. Dessa forma, a correlação entre o surgimento de câncer e nutrição de alimentos geneticamente modificados são preocupantes. Isso se prova pela pesquisa realizada em uma Universidade nos Estados Unidos, a qual ratifica, por testes laboratoriais em ratos, que os animais que consumiam alimentos transgenicos tinham até três vezes mais chances de apresentar câncer. Por esse ponto de vista fica claro os riscos da ingestão desses alimentos de forma intensiva.
Urge, portanto, uma intervenção que vise garantir a saúde do meio ambiente e do ser humano frente ao desafio dos transgênicos. Para isso, o Poder público -responsável pelo bem estar da sociedade- deve promover estudos científicos sobre as consequências da alimentação transgênica, por meio de maiores investimentos na área da pesquisa, para que seja possível ter claro os malefícios da alteração genética. Concomitantemente, o indivíduo -como parte integrante da comunidade- precisa preservar sua saúde, por intermédio da ingestão de alimentos saudáveis e naturais, para que a dieta humana não seja baseada apenas em comida industrializada e modificada. Dessarte, a espécie humana e a natureza não serão excluídos por organismos transgênicos.