Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 20/05/2020

No século XVIII, o economista inglês Thomas Robert Malthus desenvolveu uma teoria, intitulada como Teoria Malthusiana, que alertava o mundo sobre um crescimento populacional maior do que o dos alimentos, podendo gerar uma escassez de comida no mundo. Porém, na década de 1960, emergiu a chamada Revolução Verde, expressão que representa a disseminação de novas sementes e técnicas agrícolas que proporcionaram aumentos significativos nas plantações globais. Essas sementes, sofrem, muitas vezes, alterações genéticas, e, por consequência, gera-se um embate: apesar de diminuírem a fome global, ainda não há estudos concretos sobre os malefício que são causados pelas modificações.

A priori, deve-se considerar os abruptos números de certos alimentos a modificados (os chamados transgênicos) produzidos no Brasil: 93% do milho e da soja cultivados em 2016, conforme o G1. Os dados citados mostram a importância dos transgênicos para o país; esses alimentos, garantem maior eficácia produtiva, visto que são mais fortes contra pragas, e, segundo a revista hortifruti, têm um preço mais acessível comparados aos alimentos orgânicos, que não sofrem alterações genéticas. Assim, os alimentos transgênicos colaboram de forma significativa para a reversão das previsões malthusianas- em vista que hoje o Brasil vem diminuindo gradativamente o número de pessoas em situação de fome, de acordo com o o relatório da Organização das Nações Unidas- tendência que deve ser mantida.

Entretanto, ainda não existe consenso dentro da comunidade científica sobre possíveis danos à saúde que os alimentos transgênicos podem causar. Por conta disso, pesquisadores, como a profª MariJane Lisboa, criticam o fato das pesquisas mais aprimoradas sobre os alimentos geneticamente modificados não serem realizadas por órgãos públicos, majoritariamente, e sim pelas próprias empresas fornecedoras das sementes, o que não transmite total confiabilidade nos estudos. Em razão disso, faz-se necessário análises desse alimentos por órgãos não comprometidos com os tais.

Portanto, é indubitável a importância dos alimentos transgênicos na economia e sociedade brasileira. Por isso, seu plantio deve ser cada vez mais difundido no país. Todavia, é estritamente necessário que estudos mais aprofundados sobre consequências nos organismos consumidores sejam realizados, principalmente por associações não vinculadas com eles. Desse modo, cabe ao Ministério da Agricultura promover maiores pesquisas, principalmente nas universidades públicas brasileiras,  sobre os impactos dos alimentos geneticamente modificados, visando maior ciência dentro da sociedade acerca do tema. O mesmo ministério, poderia cobrar uma taxa das empresas fornecedoras de transgênicos, que seria repassada aos grupos de estudos sobre as sementes- garantindo maior eficácia e duração desses.