Organismos transgênicos em questão no Brasil
Enviada em 22/05/2020
Novas tecnologias, velhos problemas.
A agricultura é um ponto fundamental na formação do território brasileiro. Intensificada no período colonial, tal atividade é um dos primas que regem o funcionamento da sociedade do século XXI. Pelo seu vasto território e com terras com alto potencial de produção agrícola, o Brasil entrou na rota da engenharia genética dos alimentos. No entanto, essa ciência “relativamente nova”, não beneficia de forma homogênea a federação atual, outro ponto é falta de conhecimento de seus prós e contras por uma grande parcela da população.
Em primeira análise, é evidente que o agronegócio é um dos pilares da economia e do funcionamento social do Brasil. Tal conjuntura fez com o que a produção de alimentos transgênicos fosse difundida no país. A questão de solucionar a fome no território nacional foi um dos principais fatores para que tais produtos fossem produzidos e comercializados, mas na prática isso não ocorreu. Segundo relatório da ONU (organização das nações unidas) do ano de 2018, aproximadamente cinco milhões de pessoas passam fome diariamente no Brasil, desse modo é evidente que o lucro com atividades comerciais está em primeiro plano, e a parcela mais necessitada dos benefícios dessa produção não é alcançada.
Além disso, não há ainda estudos concretos sobre as consequências do consumo em massa desses alimentos. Em meio essa incerteza de benefícios ou não para a saúde e bem estar encontra-se a população, sobretudo a das classes sociais mais vulneráveis economicamente. Apesar de haver um decreto federal que obriga a identificação desses alimentos, tal medida não é suficiente para a conscientização dos cidadãos. Não é preciso somente identificar quais mantimentos são transgênicos ou não, mas sim saber todo o funcionamento que rege essa produção, para que haja opção de escolha, garantindo o direito a informação.
Ante o exposto, é notório que o Brasil ainda carrega estigmas seculares sobre a produção de alimentos, e que mesmo com avanços científicos que em tese trariam solução para velhos problemas isso não ocorre. Para corrigir tais problemas cabe ao Ministério da Economia em parceria com o Ministério da Agricultura por meio de projeto de lei enviado a Câmara dos deputados, destinar certa quantidade da produção desses alimentos para famílias em situação vulnerável, para que a produção de alimentos transgênicos não beneficie apenas o topo da pirâmide social. Ademais firmar parcerias com veículos midiáticos, e por meio de anúncios na televisão, rádio e internet possam garantir o direito a informação sobre algo de suma importância no cotidiano da comunidade.