Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 22/05/2020

Organismos geneticamente modificados, ou simplesmente transgênicos, são organismos produzidos em laboratórios, a partir da introdução de genes de outras espécies, com a finalidade de atribuir a eles características que não poderiam ser adquiridas de forma natural. A discussão em torno desse tema é grande e com muita controvérsia, pois existem tanto pontos positivos quanto negativos, por isso se faz necessário analisar tal quadro com mais atenção, tendo em vista que já estamos convivendo com os transgênicos.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que organismos transgênicos podem ser vegetais e animais/insetos, essa informação é essencial pois muitas pessoas se prendem aos alimentos transgênicos e esquecem que os animais geneticamente modificados podem ser extremamente úteis. Um exemplo disso, são os mosquitos transgênicos que são usados no combate a dengue, eles carregam um gene letal que impede que as larvas e pupas cresçam de forma adequada, levando-as a morte antes da idade adulta e quebrando o ciclo de vida dos insetos.

Contudo, é conveniente também debater sobre os alimentos transgênicos. Um estudo realizado pela Academia Nacional de Ciências dos EUA concluiu que os vegetais transgênicos são indistinguíveis dos naturais e que não há nenhuma prova de que tenham um impacto negativo sobre a saúde das pessoas. Porém, no mesmo estudo foi confirmado que estão surgindo ervas daninhas e mosquitos com resistência a pesticidas e herbicidas em locais onde as regras de gestão não foram seguidas. A longo prazo, isso poderia criar “super pragas” e plantas “mais selvagens”, provocando a eliminação de espécies e insetos benéficos ao equilíbrio ecológico do solo.

Pode-se perceber, portanto, que os organismos transgênicos possui pontos positivos que podem ser aproveitados pela sociedade ao mesmo tempo que os pontos negativos necessitam de mais estudos. Logo, o ministério da agricultura em conjunto com o ministério do meio ambiente, ciência e da saúde, devem criar um projeto para continuar incentivando a prática da transgenia em animais que poderiam reduzir a incidência de pragas e doenças como o mosquito da dengue e, concomitantemente promover um estudo mais intensivo das consequências da produção de vegetais transgênicos, além de investir na fiscalização, para certificarem de que os produtores estão seguindo as regras de gestão de plantações transgênicas.