Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 24/05/2020

A Teoria Malthusiana, foi elaborada por Thomas Malthus em que apontava um crescimento acelerado da população, superando a oferta de alimentos, o que resultaria em problemas como a fome e a miséria. Entretanto, com os avanços da tecnologia surgiu-se os organismos geneticamente modificados, tendo como intuito combater o problema da fome.Porém, é necessário um estudo mais aprofundado - por parte das autoridades - relacionado aos prós e contras (de curto a longo prazo) desse tipo de alimento.

Os alimentos transgênicos surgiram na década de 1970, quando foi criada a técnica do DNA recombinante, com a promessa de baratear os custos de produção; reduzir o uso de agrotóxicos; aumentar a qualidade do produto; assim como tornar mais nutritivo e resistente à pragas. No Brasil, as discussões começaram em 1998 com uma liminar que proibia o cultivo comercial de OGMs sem um estudo dos impactos ambientais. Atualmente, é obrigatório a identificação nas embalagens quando o alimento tem mais de 1% de ingredientes transgênicos.

Todavia, o ponto crucial se encontra no receio das pessoas em consumir esse tipo de produto que, aos poucos, se dissemina no mercado alimentício. Um dos riscos relacionado à saúde são as reações alérgicas e, o mais temido, que é a transferência da sua resistência para microorganismos patológicos causadores de infecções. Até o presente momento não houve registros desse tipo de ocorrido, afinal, estudo da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina (nos EUA) afirmou que alimentos transgênicos são seguros, vários aspectos são testados, bem como os toxicológicos. Em território nacional, a legislação brasileira relacionada à OGMs, em especial a Lei de Biossegurança, é vista como uma das mais completas mundialmente.

Medidas, portanto, devem ser feitas para resolver esse impasse. O Ministério da Agricultura deve, primeiramente, fornecer todas as informações possíveis relacionado aos transgênicos para os consumidores, por meio de sites específicos, rótulos informativos mais completos nas embalagens, ou cartazes em mercados. Em segundo, dar a possibilidade do consumo de produtos orgânicos (com um preço acessível) para aqueles que possuem receio nessa nova produção alimentícia. Dessa forma, além de garantir o direito à informação e a opção de escolha de cada indivíduo sobre o que ingerir, mais estudos podem ser feitos em busca da resposta definitiva sobre as consequências dos transgênicos no organismo humano e na natureza como um todo.