Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 29/05/2020

Nas últimas décadas, o debate acerca dos organismos geneticamente modificados (OGM) tem ganhado importância social no Brasil. Sobretudo, por conta de a nação ter 40% do PIB baseado no agronegócio. No entanto, os efeitos do cultivo e consumo desses produtos ainda são desconhecidos. Assim, consequências danosas para a saúde humana estão sob investigação, bem como os malefícios causados para a biodiversidade. À luz disso, é essencial a realização de um estudo científico aprofundado com o fito de medir o grau das perdas provenientes dessa prática.

A priori, vale destacar que a Segunda Revolução Verde, ocorrida no século passado, desencadeou um movimento com a finalidade de implantar, em larga escala, o plantio de transgênicos. Nesse contexto, empresas multinacionais valeram-se da bandeira da necessidade de minimizar a fome no mundo. Porém, se por um lado há uma elevação da produção agrícola, por outro há as incógnitas sobre possíveis riscos à saúde dos consumidores. Sob esse prisma, o Instituto de Defesa do Consumidor traz indícios de prejuízos tais como a resistência de bactérias a antibióticos e ocorrência de alergias.

Outrossim, segundo Paul Watson, um dos fundadores do Greenpeace, “Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”. Nesse espectro, a decisão de disseminar os OGM pode ser encaixada como um equívoco. Dentre os danos estão o aumento na quantidade de resíduos tóxicos por conta dos insumos usados nessas plantações, a exploração excessiva dos nutrientes dos solos e o surgimento de superpragas. Ademais, a destruição de biomas para que os latifúndios expandam a produção monocultora também consiste em uma mazela relacionada a essa temática.

Logo, é mister que o Ministério da Saúde promova campanhas, por meio da mídia televisiva, a fim de informar os indivíduos sobre os riscos supracitados. Do mesmo modo, é importante que o Ministério da Agricultura crie mecanismos de valorização a um cultivo alternativo aos transgênicos. Além disso, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia investir em pesquisas para investigar a veracidade das suspeitas e garantir um futuro saudável para as pessoas. Enfim, somente conciliando a tarefa de produzir alimento para todos com o cuidado da natureza possibilitar-se-á alcançar a sustentabilidade – com bom senso.