Organismos transgênicos em questão no Brasil
Enviada em 01/06/2020
Thomas Malthus, cientista do século XVIII, dizia que o número de alimentos produzidos não seria o suficiente para alimentar toda a população. Entretanto, com o avanço na área de biotecnologia, surgiram os organismos trangênicos, que podem ser plantados amplamente, eliminando a teoria malthusiana. No Brasil, há uma discussão acerca dos pontos positivos e negativos do uso desses Organismos Geneticamente Modificados (OGMs)e, portanto, é necessária uma análise de ambos os quesitos: os OGMs têm certas vantagens, como a alta produção de alimentos, mas também tem um lado negativo que deve ser combatido: o risco à biodiversidade.
Primeiramente, tendo em vista que os organismos transgênicos podem ser produzidos artificialmente, sua produção pode ser muito alta e, por consequência, a distribuição desses alimentos abrange a maior parte da população, já que é mais barata. O Brasil, de acordo com pesquisas do jornal SenadoNotícias, dedica 49 mil hectares de terra para a produção de alguns alimentos orgânicos, como a soja, ocupando a segunda posição no ranking de maiores produtores de OGMs. De tal maneira, toda essa comida produzida pode ser distribuída às camadas sociais menos privilegiadas do Brasil, entrando, assim, em uma luta contra a desnutrição.
Contudo, embora essa elevada produção de OMGs tenha seus pontos positivos, é importante ressaltar o risco que ela coloca aos outros animais do biossistema e também à biodiversidade. Como os transgênicos são muitas vezes geneticamente fortalecidos para resistir contra pragas e insetos, as plantas que não são modificadas podem ser eliminadas no processo de seleção natural, em que sobrevive o mais forte, assim como afirma pesquisas feitas por estudantes da Universidade Federal de Alfenas, em 2018. Além disso, embora os OMGs sejam mais resistentes às pragas, eles podem matar animais que são benéficos ao biossistema, como as abelhas e as minhocas, como comprovam pesquisas feitas em Santa Catarina, pela BBC Brasil, em 2019. De acordo com as investigações, cerca de 50 milhões de abelhas morreram envenenadas por agrotóxicos em apenas um mês.
Portanto, a partir desses fatores, medidas são necessárias para resolver tal impasse, em prol de uma agricultura benéfica e saudável. É necessário que ONGs socioambientais pressionem os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, por meio de manifestações e petições, para que sejam aprovadas regras mais rígidas para determinarem o uso e a pesquisa de transgênicos, procurando desenvolver habilidades que não sejam maléficas ao funcionamenro do ecossistema. Além disso, emissoras de televisão devem exibir programas educativos, em seus canais, que mostrem os processoas de transgenia e seus riscos de consumo, a fim de conscientizar o povo sobre os OMGs.