Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 01/06/2020

Com as descobertas acerca da estrutura genética e a possibilidade de sua manipulação, buscou-se meios para gerar aplicações desse conhecimento visando benefícios à sociedade. Uma delas foi a criação de organismos geneticamente modificados (abreviados como OGM), chamados também de transgênicos, para seu aprimoramento no que tange à utilidade antrópica atribuída a tais seres, tal como a função alimentícia. Em decorrência do seu extensivo uso em diversos produtos, surgiu a discussão concernente a possíveis impactos na saúde de seus consumidores e na natureza. Tendo isso em vista, torna-se necessário o financiamento de pesquisas que possam esclarecer qual deve ser o direcionamento na tomada de decisões na questão dos OGM no Brasil.

Assim, no que se refere aos pontos positivos de seu uso, principalmente, no setor agropecuário, pode-se destacar a criação de plantas mais resistentes a pesticidas e a condições climáticas, gerando maior produtividade. Além disso, há também o emprego da técnica de manipulação gênica na formulação de alimentos mais nutritivos e saborosos, permitindo maior aproveitamento em seu consumo. Dessa forma, esse procedimento se mostra uma grande inovação na maneira como se lida com os recursos alimentícios disponíveis. No entanto, tendo em vista sua recentidade, os estudos ainda não nos permitem entender bem as consequências do uso de transgênicos para a alimentação humana.

De tal forma, compreende-se que é possível que haja malefícios para o andamento da vida natural, uma vez que, segundo os estudos acerca do neodarwinismo, a modificação artificial de seres pode causar problemas para as próximas gerações de uma espécie, sendo que a alteração não-natural do genoma do animal permite a propagação de genes que possam levar a prejuízos a longo prazo, como e suscetibilidade a novas doenças. Além disso, não há informações consistentes relacionadas aos impactos da ingestão dos OGM para a saúde humana, uma vez que se compreende de que maneira diferentes genes podem atuar no organismo consumidor ao serem digeridos. Por isso, até que se tenha estudos substanciais acerca do tema, deve-se manter avisos da presença de transgênicos na embalagem de produtos para que o consumidor decida se fará ou não sua utilização.

Devido a isso, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia, em conjunto com o Ministério da Agricultura, subsidiar pesquisas que objetivem entender melhor eventuais complicações para a saúde humana, tal como para o meio ambiente. Assim, por meio do investimento desses órgãos, será factível que haja um maior volume de análises do tema para que possam ser tomadas decisões, tais quais proibir ou incentivar o emprego desse recurso, ou aprimorá-lo para que se torne inofensivo.