Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 01/06/2020

Um dos desdobramentos da Revolução Industrial foi a Revolução Verde, momento o qual surgiram várias inovações tecnológicas no setor agropecuário. A mesma visava aumentar a produtividade da produção, acelerar o processo de plantio até a colheita, e isso foi possível através do surgimento de máquinas e inovação científica na área. Uma das novidades na pesquisa nessa vertente foi a possibilidade de modificar geneticamente sementes, as quais puderam originar organismos geneticamente modificados (OGM) e/ou alimentos geneticamente modificados (AGM).

No Brasil as mudanças no setor agrícola foi tão relevante que, de acordo com a o site “Abril”, o país tem a segunda maior produção de transgênicos no mundo, sendo a soja, o milho e o algodão os principais produtos. Vale ressaltar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), não se opõe a produção de transgênicos.

Existem vantagens e desvantagens com relação aos OGM/AGM, inclusive, segundo o site “Ecycle”, a empresa Monsanto afirma que podem produzir alimentos mais resistentes e nutritivos para combater a fome, já o Greenpeace, organização não governamental (ONG) internacional envolvida na preservação do meio ambiente e o Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) trazem críticas. A lógica capitalista que é a de visar o lucro, uma empresa privada mostrar preocupação sobre a fome mundial é minimamente questionável, uma vez que ONG’s se preocupam com outros aspectos, os quais devem ser ponderados a fim de ver se é viável ou não a produção de transgênicos.

Não existem pesquisas suficientes para a viabilidade e segurança alimentar de transgênicos, uma intervenção possível seria o Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, investir mais em pesquisas científicas para dar mais segurança para o uso do mesmo pela população brasileira, ponderando assim a economia, saúde e meio ambiente.