Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 01/06/2020

O surgimento dos alimentos transgênicos significou uma verdadeira revolução nos meios de produção no campo. Nesse sentido, essa técnica possibilita a modificação do DNA de um organismo de acordo com as características que se deseja obter. Entretanto, ainda há dúvidas acerca das consequências que o consumo de alimentos alterados geneticamente pode causar à sociedade e ao meio ambiente.

Antes de tudo, vale ressaltar que a maioria das vantagens dos transgênicos já é conhecida, como a melhoria na qualidade do produto, o aumento da produção e a maior resistência ao ataque de pragas. Por esses motivos, pode-se afirmar que esse método é um dos mais modernos e eficazes de se otimizar uma produção agrícola. Conforme pesquisas, o Brasil está em segundo lugar como produtor de OGMs (Organismos Geneticamente Modificados), sobretudo com a soja modificada, da qual o país é o maior exportador do mundo. Por isso, o uso desse mecanismo tem uma expressiva importância para a economia agroexportadora nacional.

Em contrapartida, é notório que os possíveis prejuízos dos OGMs são ocultados por parte da comunidade científica e, principalmente, pelas grandes empresas agrícolas. No Brasil, em 2015, um projeto de lei que determinava a obrigatoriedade da indústria alimentícia em sinalizar nas embalagens se o produto possuísse seu material genético modificado foi rejeitado pela Câmara dos Deputados. Nesse contexto, percebe-se que isso é muito alarmante, visto que tal fato contribui para que o consumidor esteja sujeito a comprar um alimento sem ter conhecimento sobre os efeitos negativos que podem causar-lhe.

Fica evidente, portanto, a necessidade de mediação do Estado e da mídia, entre outros agentes sociais. Assim sendo, a fim de atenuar essa problemática, cabe ao Ministério da Agricultura fiscalizar se há, de fato, danos ao meio ambiente, avaliando regularmente o solo e a biodiversidade de regiões onde há o uso de transgênicos. Além disso, os consumidores devem ter a garantia por lei de saber se o alimento é transgênico para que, dessa maneira, eles possam avaliar se desejam fazer uso de tal produto ou não. Por fim, a Organização Mundial da Saúde, com o auxílio dos países que fazem o uso da transgenia, precisa investir em mais pesquisas para minimizar os questionamentos em torno dos efeitos do uso dessa técnica.