Organismos transgênicos em questão no Brasil
Enviada em 30/05/2020
Assim como as obras da escola literária Barroco exprimem a ideia de dualismo, a vigente polêmica dos organismos transgênicos no Brasil pode viabilizar a polarização de duas vertentes: desenvolvimento econômico versus detrimento social e ambiental. Sendo assim, tal problemática expõe, majoritariamente, o lamentável e progressivo prejuízo ecológico e a repulsiva ameaça à saúde humana.
A princípio, é inegável, a partir dos avanços da biotecnologia, a notabilidade das transformações sobretudo no cenário agrário. Entretanto, os incalculáveis riscos gerados importunam a biodiversidade de um país detentor de elogiáveis riquezas naturais. Portanto, o domínio da transmutação gênica como mecanismo de proteção além de potencializar males como eutrofização e empobrecimento do solo, pode, também, interferir no processo de seleção natural - fundamentado por Charles Darwin -, por meio da inserção de novas substâncias que não sejam produto de uma longa evolução.
Ademais, apesar de considerar-se os benefícios relacionados à medicina com o desempenho de organismos geneticamente modificados (OGM) - elaboração de vacinas e de hormônios-, os malefícios designados constituem um golpe à saúde dos consumidores. Dessa forma, é imprescindível a disseminação de informações para a sociedade, como a pesquisa comprovatória, realizada em 2012 por cientistas franceses, sobre a conexão entre o desenvolvimento do câncer e a ingestão de alimentos transgênicos, consoante o Portal G1. Logo, tal pormenorização pode consolidar o direito de escolha concernente ao consumo.
Frente aos entraves externados, urge, por conseguinte, ao Ministério da Agricultura, a fiscalização das leis que abrangem a preservação ambiental, principalmente, em áreas produtivas, a fim de mitigar a poluição do meio ambiente, bem como a valorização dos produtos orgânicos, de forma a elevar a produtividade e tornar o preço mais acessível, com a finalidade essencial de defesa à saúde humana.