Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 01/06/2020

Pauta de grandes discussões atualmente, os organismos transgênicos destacam-se por suas vantagens produtivas. Entre as décadas de 1960 e 1970 a Revolução Verde ganhou força no Brasil, a fim de aumentar a produção de alimentos e desenvolver tecnologias agrárias. Além disso, os avanços tecnológicos adventos das revoluções industriais no Brasil muito contribuíram para o desenvolvimento tecnológico que vêm permitindo o aumento de pesquisas sobre os organismos geneticamente modificados, que esclarecem mais sobre os efeitos positivos e negativos a longo prazo. Portanto, é preciso advertir sobre possíveis consequências futuras e codificar todos os produtos dessa categoria.

Atualmente o Brasil é o segundo maior produtor mundial de organismos transgênicos, com destaque para soja e o milho, devido a grande demanda agrícola de para mercado interno e de exportação uma vez que, a alta produtividade favorece essa demanda. Também, é importante considerar outras vantagens dos organismos transgênicos como o alto valor nutritivo e o menor uso de agrotóxicos devido aos genes de resistências à pargas. Segundo ICSU ( International Science Council) e a OMS os organismos geneticamente modificados, não considerando apenas os insumos agrícolas, não apresentam nenhum risco à saúde em um curto período.

Entretanto, não há estudos a longo prazo que indicam que o consumo desses organismos podem causar danos físicos, psicológicos e ambientais em larga escala. Apesar disso, já são conhecidos problemas em menores escala de tempo causados por esses organismos como a seleção de espécies mais fortes que ameaçam os espécimes nativos, diminuindo a variabilidade genética desses orgânicos. Também é possível observar a seleção de super-pragas que vêm crescendo nas plantações nos últimos anos, analogamente é percebível alguns efeitos negativos desses insumos em organismos humanos como o aumento de processos alérgicos e a resistência à alguns tipos de antibióticos.

Destarte, é importante salientar que apesar dos efeitos positivos em larga escala e curto prazo, não há estudos que confirmem que esses organismos são nocivos à saúde e ao ambiente. Por isso, é importante que os órgãos responsáveis pela saúde,junto aos institutos de agropecuária e tecnologia ressaltem as possíveis consequência do uso desses orgânicos através da mídia e outros canais de informação, promovendo a conscientização por meio de escolas e programas sociais para que haja o reconhecimento de possíveis complicações. Contudo, é importante que haja identificação clara desses produtos em suas embalagens, para que o consumidor esteja ciente dos pontos positivos e negativos sobre produtos que consome. Dessa forma, através da conscientização social e de resultados futuros das pesquisas a longo prazo, será possível conciliar a tecnologia ao consumo de forma efetiva.