Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 31/05/2020

Na obra literária “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, observa-se na atual contemporaneidade, o oposto disso, uma vez que a fome e a saúde faz parte das ruínas que assolam o país. Fora desse contexto, é necessário inferir a questão dos organismos transgênicos no Brasil, o qual é um assunto de extrema importância, contudo, pouco popularizado. Neste sentido, cabe apontar a fome e o capitalismo das indústrias como principal problemática causadora das mortes por má alimentação dos brasileiros. Logo, faz-se fulcral analisar e entender o sentido desse modo de nutrição.

Precipuamente, cabe pontuar que a desigualdade da fome provém da falta de atuação do poder executivo, no que tange os mecanismos de tais recorrências. Isso porque, segundo o filósofo Thomas Hobbes, o estado é a instituição fundamental para garantir o bem-estar da sociedade, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta do exercício das autoridades, a alimentação no meio ambiental tornou-se discurso de adversidade estatal. Ainda, como se não bastasse as centenas de agrotóxicos liberados no ano de 2019, as empresas estão investindo fortemente nesse ramo alimentício. Todavia, observa-se, nesse meio, o quanto o consumo dessa modificação alimentar corrobora para as doenças e mortes dos humanos. Desse modo, torna-se mister a resolução desse empecilho de forma imediata.

Por conseguinte, é imperioso destacar o capitalismo das indústrias como promotor dessa óbice. Sob esse viés, é visível a carência de ações a favor de uma boa alimentação por parte desses terciários, o qual se aproveitam do consumismo exacerbado da população hodierna para reinventar a engenharia alimentar. Ademais, a troca de genes e DNA é um fator importante a ser apontado como negligência industrial. Assim, eles criam novos produtos a partir do núcleo de outros, uma modificação genética que, hoje, na hodierna pandemia, tanto se fala. Desta forma, conclui-se, portanto: em nada adianta a sociedade debater sobre as mutações do vírus covid-19 se outras, pouco faladas, estão presentes no cotidiano com reações nulas. Evidencia-se, assim, um obstáculo, visto que o capitalismo alimentício contribui de forma negativa para a perpetuação desse quadro nocivo.

Em síntese, fica claro a necessidade de mudanças entre as questões políticas de desigualdade e fome que ora fora dita. Dessarte, urge que o Ministério do Meio Ambiente, por meio de leis, sancione o limite máximo de produção transgênica das empresas, além das mesmas contribuírem de, no mínimo, 5% de seus lucros para o combate a fome no país. Isso irá ocorrer com o objetivo de reduzir o consumo exacerbado dos transgênicos e, consecutivamente, avançar com a saúde. Afinal, de acordo com o pensador Rousseau, a vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos.