Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 25/07/2020

No limiar do século XX, após a Segunda Guerra mundial, novas tecnologias de modernização do campo passaram a crescer em velocidade jamais vista, fenômeno conhecido como revolução verde. Apesar de os avanços conquistados, ainda não há total conhecimento acerca dos possíveis malefícios causados pelos produtos da engenharia genética: organismos geneticamente modificados (OGM). Nesse sentido, cabe analisar a necessidade de cautela ao colocar tais mercadorias para o consumo.

A priori, é imperioso ressaltar que os alimentos geneticamente modificados (AGM) são, de fato, mais rápidos de produzir e, em alguns casos, são mais nutritivos, sendo exemplo, o arroz dourado, o qual possui vitamina C. Porém, seus respectivos usos, devem ser, constantemente, monitorada tanto pela população civil, quanto pelas esferas governamentais, pois, de acordo com o documentário “O mundo segundo a Monsanto” a empresa escondeu e manipulou dados com a ajuda de um “lobby” governamental e, dessa forma, seus produtos transgênicos proporcionaram impactos negativos à saúde de pessoas. Logo, é substancial que os cidadãos sejam, efetivamente, informados acerca dos diversos aspectos que compõem os AGM, para que o consumo seja consciente e todos sejam capazes de denunciar possíveis lobistas, uma vez que a prática é crime no Brasil.

Sob outro ângulo, a dependência de sementes transgênicas somada aos “royalties” pagos as empresas fornecedoras concretizam a sedimentação do modelo caracterizado pela concentração fundiária brasileiro. Isso ocorre, pois, os pequenos produtores rurais não conseguem acompanhar o crescimento dos latifúndios, detentores de demasiado capital e tecnologia, dessa forma, tal camada subjugada acaba sendo lastreada dos novos processos, ao passo que se endividam e, ao empobrecerem, tendem à vender suas propriedades. Sob respectivo viés, essa situação vai ao encontro do pensamento marxiano, o qual prega que a economia é a infraestrutura da sociedade e o capitalismo cego aprofunda a desigualdade.

Logo, cabe ao Estado, sobretudo o Poder Executivo, criar um projeto que objetive a minimização dos impactos que podem ser causados pelos OGM. Assim, o Ministério da Agricultura - ramo responsável por atender as necessidades do campo - deve fornecer suporte e incentivo a agricultura local, ao distribuir sementes transgênicas e enviar profissionais, a fim de que melhores técnicas sejam utilizadas no solo e a produção por área seja expandida. Ademais, o Ministério da Saúde deve criar campanhas que, ao serem transmitidas na internet e tv, informem aos compradores sobre o que é e como é feita a transgenia de alimentos, uma vez que, assim, todos tornar-se-ão conhecedores e escolherão se realmente querem os consumir.