Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 14/12/2020

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de agricultura, os problemas envolvendo organismo transgênicos funcionam como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como a falta de incentivo e de atenção impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.

Em primeira análise, a carência de incentivo com pesquisas biotecnológicas apresenta-se como um dos desafios para a resolução do problema. Nesse contexto, o mundo gira em torno da economia de agricultura, visto que, constantemente, são feitos acordos entre potências para a produção de alimentos, como a soja brasileira que é produzida e vendida para os chineses, principais compradores nesse quesito. Desse modo, para aumentar a produção em um tempo reduzido, foram introduzidos os transgênicos que impulsionaram a cadeia agriculturável para possibilitar o lucro capitalista sem esperar pelas safras serem germinadas no tempo orgânico. Porém, não se sabem os efeitos prejudiciais que esse ato traz para o organismo dos consumidores, visto que são modificações genéticas nos subsídios, bastando retirar essa dúvida apenas com estudos feitos nesse ramo. Nesse viés, o governo não influencia a produção de pesquisas que visem buscar efeitos adversos, uma vez que implica na economia, o que poderia causar uma crise e uma inflação forte caso fosse descoberto o uso prejudicial. Por isso, se o lucro continuar prevalecendo sobre o bem-estar social, a ciência brasileira não terá progressão, realidade que deve ser mudada.

Em segunda análise, a ausência de atenção com a degradação ambiental mostra-se como outro fator dificultador da limpeza do oceano. Nesse âmbito, a revolução verde realizada nos anos 80 dizia que queria acabar com a fome no mundo, introduzindo alimentos com genes facilitadores da rapidez e da melhora na produtividade; no entanto, essa falsa ideia de que a população se alimenta de transgênicos deve ser erradicada, pois, de acordo com a Organização das Nações Unidade (ONU), a maior parte da alimentação – aproximadamente 70% - vem de agricultura familiar, o que demonstra o quanto a população é enganada para promover o capitalismo das grandes empresas do segmento de genética. Nesse aspecto, quanto mais produção, mais área é necessária para a plantação de soja, por exemplo. Esse espaço é degradado, inviabilizando o aumento de biodiversidade da fauna e flora, pois o solo fica infértil e sem benefícios, o que acontece no cerrado brasileiro do século XXI, com os relevos ácidos decorrentes de uso exacerbado. Com isso, se toda população ficasse mais informatizada, o ambiente tanto de animais, como plantas seria melhor, colocando a vida acima da economia.