Organismos transgênicos em questão no Brasil
Enviada em 01/07/2021
Segundo a teoria malthusiana, elaborada em 1798, a população cresceria em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos, em progressão aritmética. Porém, algo que essa teoria não contava seria com os avanços científicos que a agricultura sofreria ao passar dos anos, sendo os organismos transgênicos um grande marco, responsáveis pelo auxílio no combate da fome global, mas também trazendo um risco de perda ecológica.
Em primeiro plano, é nítido que tais plantas são uma das principais armas para o combate da fome global, uma vez que permitem alimentos maiores, mais nutritivos, e em maiores quantidades. Assim, impedir o uso dessa tecnologia seria ir de contramão à batalha da sociedade contra a desnutrição, sendo que o Brasil saiu do mapa da fome apenas no ano de 2014, o que deixa nítido a necessidade dessas técnicas.
Entretanto, esse advento tecnológico também traz riscos, como por exemplo, o possível o surgimento de superpragas, dado que muitas alterações genéticas são voltadas para o aumento de resistência a pragas, a qual pode induzir a evolução desses organismos. Além disso, esse processo limita muito a biodiversidade, visto que ele tem o intuito de aumentar a produção por meio da padronização e do melhoramento genético, eliminando as possíveis diferenças entre as sementes.
Portanto, visto os fatos apresentados, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Agricultura, deve aprimorar a segurança dos organismos transgênicos, mediante de pesquisas e obtenção de melhores equipamentos científicos para as universidades, sendo estas os principais centros de pesquisas brasileiros. Assim, com essas melhorias sendo financiadas pelo dinheiro público, será possível alcançar o objetivo de aprimorar a tecnologia da área e, consequentemente, deixar tais alimentos mais seguros.