Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 24/10/2021

Transgenia é uma área da biotecnologia que baseia-se na troca de genes de uma espécie a outra, contrário ao modo de elaborar novos elementos. No Brasil, tendo como exemplo, a mesma é utilizada para desenvolver insulina humana a partir de bactérias, procedimento que anteriormente era executado em cadáveres humanos e porcos, originando assim, um elevado índice à transmissão de doenças. Neste âmbito, são inúmeros os benefícios desse procedimento ao homem, porém, o fato de não possuir estudos de seus impactos a longo prazo e a predominância do senso comum, são obstáculos para a total aceitação desse método pelos brasileiros.

A biotecnologia, embora hoje seja mais moderna e avançada, não é nova, dado que desde o Egito Antigo a mesma já era manuseada para produzir pães por meio da fermentação. No entanto, a intenção de utilizar a ciência em prol da qualidade de vida humana se mantém até o século XXI, como pode ser vista no desenvolvimento dos transgênicos. No Brasil, a EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - desenvolveu um projeto que visa aumentar o teor nutritivo do feijão com base na introdução de genes de castanha-do-pará e, dessa forma, diminuir a fome no país. Todavia, aproximadamente 1% da população brasileira é alérgica à castanha e, ao consumir o feijão modificado, desenvolveu essa condição. Isso posto, a ausência de pesquisas suficientes para prever possíveis efeitos colaterais foi prejudicial tanto ao projeto quanto à imagem dos transgênicos.

Isso porque, muitas generalizações sem embasamento científico foram divulgadas pela mídia e absorvidas pela população. Segundo o filósofo Schopenhauer, todo homem toma os limites do seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Neste sentido, muitos brasileiros tomaram as informações divulgadas pelos veículos de comunicação como verdadeiras sem estudar sua autenticidade, o que pode ser visto em propagandas que representam organismos geneticamente modificados com partes do corpo de outras espécies.

Em síntese, é evidente a importância da transgenia para o desenvolvimento da saúde, da alimentação e de outras áreas. Assim, o Ministério da Ciência deve realizar investimentos em pesquisas com o objetivo de desenvolver uma segurança mais rígida capaz de prever prováveis efeitos colaterais e, ao mesmo tempo, aprimorar a criação de novas técnicas que favoreçam a produção de novos transgênicos de forma mais eficaz. Destarte, ONGs, como a Observatório da Imprensa, podem agir na autorregulação da mídia com a intenção de deter a divulgação de informações falaciosas e sem comprovação científica. Por fim, faz se necessário que o indivíduo adote uma postura mais crítica acerca das notícias e procure diversas fontes de comunicação para discernir a veracidade dos fatos.