Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 25/10/2021

A “primeira revolução verde” ocorrida após a Segunda Guerra Mundial foi responsável por um incremento nas tecnologias agrícolas, principalmente maquinaria e defensivos químicos, que permitiram aumento na produtividade e expansão do agronegócio. Atualmente os transgênicos são apontados como a melhor opção para aumentar ainda mais a produtividade, contudo, o grande problema é a falta de certeza sobre os impactos que estes organismos podem causar, tornar-os uma alternativa bastante arriscada à produção agrícola mundial.

O uso dos OGM’s oferece grande perigo à população de plantas não transgênicas, uma vez que, com sua maior resistência à defensivos e pragas podem substituir geneticamente as linhasgens tradicionais ao longo do tempo, por meio da seleção natural. Deste modo é reduzido a variabilidade genética e a produção torna-se progressivamente dependente daquelas linhagens selecionadas, que algum dia apresentarem-se vulneráveis ​​a novas pragas, comprometendo seriamente a agricultura global.

Aqueles que defendem ardentemente a liberação do uso de transgênicos são, em sua maior parte, representantes do agronegócio, que em suma visam o lucro gerado com o aumento do consumo desta tecnologia e com o aumento da produção que podem oferecer. Portanto, o crescimento do uso de OGM’s alimenta o agronegócio, que tende a substituir a agricultura familiar - principal responsável pela produção de alimentos para a população, gerando assim um descompasso entre uma produção agroindustrial (produtora de rações, biocombustíveis e alimentos processados) e de alimentos.

Diante do exposto, é perceptível a falta de segurança relacionada ao uso de organismos transgênicos. O perigo que pode representar a dependência desta técnica pela agricultura, torna necessária a ação governamental em investir, nas técnicas de produtores agroecológicos, com a aprovação de leis que limitem o crescimento do agronegócio e incentivem as técnicas alternativas que garantem concomitantemente a produtividade e a preservação ambiental , como o modelo da “agricultura de jardinagem” do Sudeste asiástico. Desta forma a produção agrícola pode crescer sem degradar o meio ambiente ou oferecer risco à saúde humana e de outras populações biológicas.