Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 09/08/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e fatos sociais patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, a perda de biodiversidade decorrente do uso de transgênicos é uma infeliz mazela. Sob esse viés, vale destacar a omissão estatal e a negligência da mídia.

Nesse prisma, o descaso do poder público é um indubitável promotor dos desequilíbrios ambientais associados ao uso de produtos transgênicos. Sob essa perspectiva, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Nessa conjuntura, esse acordo é violado pela desatenção do meio regulador, porque não pune os agricultores que, pela resistência dos organismos modificados geneticamente, sentem-se livres, criminosamente, para aplicarem altas doses de herbicidas, ameaçando a manuntenção do bioma local. Dessa forma, após os tóxicos entrarem em contato com a vegetação, pode haver, infelizmente, a morte de espécies ameaçadas de extinção, ocasionando em problemas graves para a comunidade, como encarecimento de produtos.

Ademais, a exiguidade de devido foco dos meios de comunicação é uma notória incentivadora dos problemas ecológicos relacionados ao uso de compostos transgênicos (com genes de outra espécie). Sob essa ótica, conforme o grupo de proteção à natureza “Green Peace”, os alimentos manipulados geneticamente devem ser evitados, pois possibilitam um aumento no uso de agrotóxicos. No entanto, instituições renomadas, como o “Green Peace”, não são ouvidas pela grande mídia, já que o agronegócio exerce pressão sobre jornais que exigem melhores condições na elaboração de alimentos. Assim, o planeta sofre pela ganância de oligarcas, como grandes fazendeiros, não focando na função social.

Portanto, é imprescindível haver um debate sobre os malefícios da produção de organismos trangênicos. Diante disso, os congressistas devem, com a sanção do presidente, criar medidas de apoio a empresas agrícolas que não produzam transgênicos, como isenções fiscais, a fim de que haja uma proteção ao meio ambiente e, consequentemente, um país melhor. Além disso, a sociedade civil deve criar debates sobre os trangênicos, com o fito de se ter uma melhora na situação.