Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 10/05/2023

A Revolução Verde, iniciada nos Estados Unidos por volta de sessenta anos atrás, estabeleceu-se como um marco para o contínuo desenvolvimento tecnológico, fato esse que se sobressai até os dias atuais. Paralelamente, no Brasil contemporâneo, é possível observar esse progresso em métodos nupérrimos como a alteração genética em organismos. Com efeito, a tecnologia transgênica possui um enorme potencial alimentício que não é totalmente explorado por conta da mentalidade capitalista vigente na sociedade atual.

Primeiramente, esse processo possui o potencial de resolver a problemática da fome. Nesse sentido, tornam-se relevantes os dados do “Journal of animal science”, os quais retratam que, após a implantação de práticas de modificação genética, a produção pecuária aumentou em cerca de 20%. Sob essa ótica, o processo da sobreposição de genomas nocivos ao consumo humano diminui o uso de pesticidas, aumentando a qualidade das comidas. Dessa forma, a técnica implica uma melhora na condição nutricional do mundo, uma vez que um excedente no campo agrícola pode ser direcionado aos locais mais carentes.

Entretanto, vale ressaltar que, embora os benefícios discutidos anteriormente sejam factíveis, essa realidade não se demonstra no Brasil e no mundo em geral. Prova disso, é a ideia de exploração científica discutida por Stiglitz, economista laureado com prêmio Nobel, a qual argumenta que melhoras sociais muitas vezes não são evidenciadas na realidade por conta do sistema econômico atual. Isso se deve porque os grandes produtores, por priorizarem o lucro e a exportação dos elementos produzidos, não se atentam para a partilha desses recursos. Assim, o potencial dessa técnica para resolver conflitos sociais é diminuído.

Portanto, é vital que o governo mitigue o problema supracitado para que se possa desfrutar da tecnologia em sua totalidade. Para tal, o Ministério da Educação, em conjunto com plataformas midiáticas, deve influenciar a população, com enfoque nos grandes fazendeiros, por meio de uma discussão sobre os males levantados pela perspectiva de maximização de lucro exacerbada. Essas discussões devem incluir dados que demonstrem capacidade de mudança dessa prática e colocar em evidência a necessidade de mudança.