Organismos transgênicos em questão no Brasil
Enviada em 11/05/2023
A Revolução Verde, iniciada nos Estados Unidos por volta de sessenta anos atrás, estabeleceu-se como omarco para o contínuo desenvolvimento tecnológico, fato esse que se sobressai até os dias atuais. Paralelamente, no Brasil contemporâneo, é possível observar esse progresso em métodos nupérrimos, como a alteração genética em organismos. Com efeito, apesar da tecnologia transgênica possuir um enorme potencial alimentício, ele não é observado atualmente por conta da mentalidade capitalista na sociedade moderna.
Por um lado, essa atividade pode atenuar a problemática da fome. Nesse sentido, tornam-se relevantes os dados do “Journal of animal science”, os quais retratam que, após a implementação de práticas de modificação genética, a produção pecuária aumentou em cerca de 20%. Ademais, as alterações estruturais em cultivos, de acordo com esse mesmo estudo, diminuíram significamente o uso de pesticidas. Dessa forma, excedentes no campo agrícola podem ser direcionados para locais com maior carência de reservas, garantindo assim uma melhor disposição de comida, o que revela a ampla gama de possibilidades e avanços que podem ser proporcionados.
Por outro, embora os benefícios discutidos anteriormente sejam factíveis, essa realidade não se demonstra no Brasil. Prova disso é a ideia de exploração científica discutida por Stiglitz, economista laureado com prêmio Nobel, a qual argumenta que melhoras sociais, muitas vezes, não são comprovadas na realidade por conta do sistema econômico vigente. Nesse contexto, já que os grandes produtores priorizam o lucro e a exportação dos elementos produzidos, a distribuição justa e equitativa desses recursos é negligenciada. Assim, o potencial dessa tecnologia para resolver conflitos sociais é diminuído.
Portanto, é vital que o governo mitigue o problema supracitado com o intuito de aproveitar esse potencial em sua totalidade. Para tal, o Ministério da Educação, em conjunto com plataformas midiáticas, deve influenciar a população, com enfoque nos fazendeiros, por meio de uma discussão sobre os males levantados pela perspectiva de maximização de lucro exacerbada. Essas discussões devem incluir dados que demonstrem a enorme capacidade e necessidade dessa mudança.